DECEPÇÃO

7 de agosto de 2015 at 15:00 Deixe um comentário

Desde pequeninos a civilidade é incutida em nosso ser, seja através do respeito à bandeira brasileira ou o posicionamento correto ao qual nos submetemos durante a apresentação do hino nacional.
Nossos Mestres sempre primaram em reforçar que o país varonil é belo, forte, um gigante pela própria natureza. Que nossos heróis do passado fizeram tudo de caso pensado para o benefício da pátria.
Que Dom Pedro I ao proclamar a independência não vinha da casa de sua amante e que durante uma diarreia expressou pela boca o que queria fugir por baixo.
Que Janio Quadros vivia sóbrio e que o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva não sabia de nada.
Porém foi durante a final de um campeonato de futebol de salão ou futsal como é mais conhecido nos dias atuais que me dei conta do que venho sentindo pela nossa nação.
Não sei por que cargas d’água o público presente foi convidado a se levantar para execução do hino. E vos explico o do “por que”. Primeiro não tenho certeza se esse “por que” é junto ou separado, leva ou não assento, segundo vem-me a indagação se aquele hino foi tocado naquele momento por pura falta do que fazer, ou seria uma obrigação legal em decorrência de uma partida esportiva.
Tudo bem… isso tudo não vem ao caso mesmo da onde eu quero chegar.
O que venho tentando dizer é que naquele momento em que tive que retirar meu traseiro acomodado no duro chão de pedra que circula a quadra e me fazer levantar como nos foram ensinado desde a mais tenra idade, é que percebi um ódio se apossar dessa minha pobre alma.
Um ódio misturado com decepção, afinal qual a razão de me colocar em posição de respeito a um dos símbolos nacionais, diga-se de passagem, belíssimo, já que aqueles que “nós” colocamos para cuidá-lo não demonstram um pingo de respeito, não só pelo hino, como pela bandeira e principalmente pelo seu povo.
Sou funcionário de um hospital numa cidade de onze mil habitantes há vinte anos e durante todos esses anos não houve um só que não sofremos por falta de verbas, de remédio, de médicos, de uma infraestrutura digna que todo ser humano que paga ou não seus impostos merece.
Infelizmente não é só aqui, mas se pegarmos todos os hospitais filantrópicos que não possuem recursos próprios vamos ver que estão a míngua, com dívidas exorbitantes, com um corpo clínico defasado, muitas vezes caindo aos pedaços.
Não sou puxa saco ou bajulador, porém temos que agradecer a todas as administrações municipais desses últimos vinte anos, sempre se preocuparam com a Santa Casa, muitos dizem que ela rende votos, por outro lado acredito que rende vidas.
O problema é mais em cima, o Estado e a União pouco fazem para auxiliar-nos. O convênio do Iamspe (do servidor público do Estado de São Paulo) que de alguma forma era uma ajuda financeira, não funciona mais nos pequenos municípios, o pagamento dos serviços pelo SUS é ridículo e para conseguirmos qualquer verba com os deputados precisamos estar quites com o imposto de renda, INSS e FGTS, porém como vamos conseguir dinheiro pra pagá-los se não podemos receber se estamos em dívida. Uma verdadeira armadilha.
Estou apenas falando superficialmente dos problemas de um pequeno hospital, porém o nó se aperta na garganta quando descobrimos os BILHÕES desviados, seja no mensalão, Petrolão e muitas falcatruas mais.
E quem continua pagando energia, combustível, alimentação, vestuário, impostos com reajuste quase mensais???
Por isso eu gostaria de expressar minha indignação com a situação atual e de sempre, não sou pessimista, sempre acreditei que amanhã vai ser melhor que hoje, porém a cada dia me vejo rodeado por vampiros que sugam até a última gota e não são condenados, por um povo “vaca de presépio” que continua dizendo sim a tudo.
Creio que estamos no limite, às favas com passeata, sou pacifista, mas entendo que chegou a hora de quebrar tudo, começar do zero, mandar tudo a puta que os pariu e vestir sim o verde e amarelo, contudo só aquele que quer ver um país mais igualitário, com uma divisão de renda menos gritante, com educação e saúde em primeiro lugar e assim não precisaríamos nos preocupar tanto com segurança.

                              Inibmort

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