Varias Cabeças

14 de agosto de 2015 at 15:00 1 comentário

Minha querida amiga, escritora, professora… Danila propôs um desafio aos seus amigos, terminar seu texto “Desenrolar”. Eu aceitei sua proposta e deu nisso:

Desenrolar

Jurou que não faria de novo. Mais um dia de ressaca, onde odiava a todos, e só queria se esconder sob as cobertas. Não sabia mais qual era o sentido disso tudo. Passava as noites entre muitos e a cada copo virado tornava-se mais e mais a sensação do lugar: contava piadas, dançava, falava aos berros, era a alegria do lugar. Sua mesa era sempre uma sensação, não importava onde ou com quem estivesse. Todos queriam sua presença. Era preciso seguir. Era preciso manter o copo cheio, seja porque o fosse, senão, se parasse por um só instante, se sentiria desmoronando. Só mais uma noite, só mais essa noite.

Mas era no outro dia que se perdia. Era no amanhecer de outra manhã como outra qualquer que se tornava o próprio caos em meio à solidão. Amigos seguiam suas vidas, empregos, casamentos, filhos. E as pessoas ao redor eram sempre outras e também partiriam. Sua vida cansava, seu emprego se arrastava entre papéis que não lhe diziam nada e ordens que fingia não ouvir. Sua casa era somente um lugar onde guardar suas coisas e a solidão… Ah, a solidão que não partia!
Foi enfim numa noite, ao dar-se diante de uma ponte que resolveu olhar pra baixo. O vento frio a lhe soprar o rosto. E viu ali o rio iluminado pela noite clara. Foi assim, num único instante que se decidiu:

PROPOSTA: Continue a história. Qual resposta que você acha que ele/ela finalmente encontrou para sua libertação? Solte sua inspiração e sinta-se livre para terminar essa história, que agora é de todos nós.

Música inspiração: Sia – Chandelier

                                Danila Berto

Com o corpo já inclinado, pronto pra se atirar, observou brilhando à margem uma garrafa de caninha, dessas que os pescadores menos favorecidos financeiramente trazem de companhia para suas tardes solitárias de pescaria.
Não pensou duas vezes, botou a mão no bolso, conferiu as chaves do carro e uns parcos níqueis.
Alguns minutos após o ocorrido, brindava num boteco qualquer, rodeado de “amigos” a sua ressurreição.

                         Inibmort

Os outros finais você confere no A Gaveta

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Tá sozinho, tá com grana… Mães, elas não sabem brincar…

1 Comentário Add your own

  • 1. Danila Berto  |  14 de agosto de 2015 às 15:37

    Obrigada por ser sempre nosso parceiro, meu querido!! Um final leve como o texto merecia….

    Responder

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