Whatsapp

18 de março de 2016 at 15:00 Deixe um comentário

A vida é e sempre será assim. Passamos uma parte dela ou melhor a primeira parte dela agarrado a barra da saia de nossas mães e rodeados de amigos. Sejam eles da turma da escola, do time de futebol, do clube, da rua em que moramos ou seja lá de onde for.
A verdade é que conseguimos fazer uma infinidade de amigos.
Tiro pelo meu caso, nunca vislumbrei credo, cor ou classe social. Aparecia e a galera logo adotava. Podia ser chato, intrometido, mentiroso, ter mau hálito ou meleca no nariz. Não tinha problema, em pouco tempo já fazia parte de nossas vidas.
Só não podia ficar muito tempo sem aparecer, mas quem em sã consciência perderia a oportunidade de abandonar amizades.
Fora o clube, a praça e a escola, a gente sempre aportava na casa um dos outros. Lógico que tinha casa que era mais frequentada que outras. Claro que a minha era uma dessas.
Próxima ao clube, o pessoal sempre parava ali naquela escada pra dar uma descansada da primeira ladeira que tinham que enfrentar quando saíamos cansados de uma tarde de brincadeiras nas quadra, campo, mesas de jogos e piscina.
Afinal se não morassem ali nas imediações teriam que subir pelo menos mais uma rua.
Porém não era só por esse motivo que frequentávamos as casas um dos outros.
Íamos jogar vídeo game, ouvir música, assistir um jogo ou mesmo jogar bola na sala. Minha mãe queria morrer.
Às vezes rolava as famosas brincadeiras, eram os bailinhos no fundo da casa, no quintal.
Infelizmente essa fase passa, a gente cresce, começa a trabalhar, casa, tem filhos e a maioria dos amigos se distanciam, vão procurar o sucesso em outros lugares.
Numa cidade de onze mil habitantes não há mesmo espaço para todos, na verdade não há espaço pra quase ninguém. Aqueles que ficam se adaptam a uma vida mais regrada e menos dispendiosa. Se acostumam aos pequenos salários, porém suficiente para terem uma vida boa num local aonde não se exige muito para ser feliz.
Tirando as festas de fim de ano e alguns feriados, aqueles amigos dificilmente são vistos e quando são o tempo é escasso para longas conversas, na maioria das vezes o papo gira em torno das aventuras do passado.
Porém… e sempre tem um porém, a tecnologia que separa as pessoas nas mesas de bares e restaurantes, que tira a atenção de uma roda de amigos, quando todos prestam mais a atenção no celular do que naqueles que estão ali a sua volta, também uniu aos que se encontram separados por uma longa distância.
O Whatsapp é só mais um dos aplicativos que nos dá a oportunidade de criar um grupo. Existem outros, porém o Zap como é conhecido é a bola da vez.
Hoje acordamos e dormimos com as mensagem de Bom dia e Boa Noite, porém sua utilidade vai além de felicitações ao aniversariante do dia ou anunciar o falecimento de um conhecido.
Como o Facebook, os aplicativos de rede social não conseguirá trazer de volta aquela nostalgia dos temos idos, aonde passávamos as tardes no banco da praça ou dando jumps na cachoeirinha.
Contudo graças ao poder da rede mundial estamos cada vez mais próximos daqueles que fizeram e hoje podem continuar fazendo parte da nossa caminhada. Observar fotos dos passeios, dos familiares e mesmo um selfie de rosto, pra muitos pode parecer uma coisa banal. Entretanto, essas recordações do dia a dia mostra-me que aquele amigo está sendo feliz, mesmo que seja uma felicidade efêmera e que continua vivo, por aí, fazendo aquilo que lhe apraz.
Reencontrar companheiros de longa data continua me dando um enorme prazer, pena que inventamos ‘n’ desculpas pra deixar uma teclada salutar para ouro dia e continuamos como voyeur, apenas curujando fazendo pequenos comentários em suas ações.

                  Inibmort

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Julia Dalavia É a pura verdade!

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