Véio Safado pt. 2

8 de abril de 2016 at 15:00 Deixe um comentário

Antes de começar a ler, veja a primeira parte Véio Safado

Logo após sua primeira visita a casa de mulheres dama, como denominado por sua esposa, o Sr. Mariozinho voltou a ser o homem de sempre, sorriso estampado no rosto, cortês, amigo, prestativo.
Lógico que os amigos notaram a mudança e apertaram o companheiro.
– Fala aí Zinho, o que aconteceu? Você andava com a vó atrás do toco, agora anda com esse sorriso estampado na cara.
– Bão… já que insistem… o que tinha acontecido é a minha muié não quer mais furunfar cumigo e foi passando o tempo e eu ficava a cada dia mais aperriado, até que um dia ela juntou minhas traias de pesca e mando eu pegá um peixe lá na casa de minina.
– Casa de Menina?
– É na zona.
– Verdade, não acredito que ela liberou você.
– Intão… na hora nem eu acreditei, porém é a mais pura verdade.
– Eita homem de sorte. Louvaram os amigos.
Entretanto o tempo foi passando e a abstinência foi transformando o pacato Mariozinho em uma fera novamente.
Um dia chegou em casa e foi se encostando na patroa. Ela nem pensou duas vezes, enfurecida correu pro quartinho e pegou as traias de pesca dele e anunciou:
– Vai pescar Zinho!
Chegando no bordel, pediu uma pinguinha e ficou observando as garotas.
Conferiu o dinheiro e quase arriscou uma com o prendedor de cabelo verde, porém achou melhor não abusar da sorte e perguntou pro Periquito.
– A Priscilinha tá disponíver?
Dessa vez usou os sessenta minutos e voltou pra casa aliviado e feliz.
A vida seguia em frente, os mesmos costumes, as mesmas ruas, os mesmos horários.
Como diria aquele narrador esportivo: “O tempo passa”. E o tempo passou e mais uma vez a necessidade começava a incomodar o Sr. Mario e ele a incomodar a sua véia…
Então lá foi ela de novo entregar-lhe a traia e mandá-lo “pescar”.
Dessa vez ele tinha feito as economias necessária para fisgar uma daquelas sereias de cem reais.
Chegou no prostíbulo, sentou e o Periquito que já tinha se acostumado com o novo freguês encheu-lhe o copo com uma caninha e foi perguntando:
– O que manda?
Ele olhou, observou, olhou de novo, abriu a carteira, conferiu o dinheiro, voltou a olhar.
– Posso subir com a Priscila?
Periquito confirmou e uma hora depois aquele senhor ia embora renovado.
Os dias seguiam-se um após o outro e a irritação de Mariozinho estava cada vez mais precoce.
Não que sua senhora desconfiava que era tudo fingimento, mas o marido voltava tão feliz da “pescaria” que ela também não queria outra coisa.
Contudo, por mais dinheiro que o nosso herói juntava ele nunca teve o ímpeto de se deitar com uma das outras meninas.
Não que se apaixonara pela Priscilinha, nem afeto tinha pela garota, a verdade é que aquele homem nunca iria mudar suas atitudes… continuaria a fazer tudo do mesmo modo, os mesmos pensamentos, os mesmos sonhos, as mesmas atitudes, nasceu e morreria o mesmo Zinho. Nunca provaria o sabor de uma framboesa, passaria a vida toda comendo amoras.

                    Inibmort

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