Guitarristas: os sete mais influentes de todos os tempos

28 de abril de 2016 at 9:00 Deixe um comentário

Por Paulo Severo da Costa

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Uma pergunta: você é daqueles que acham que gosto não se discute? Gosta de ficar em cima do muro pra não causar polêmica? Se importa com que os outros pensam ponto de não se expor? Então, entre outras coisas anote aí: NUNCA FAÇA UMA LISTA IGUAL A ESSA!

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O critério utilizado para eleger os sete guitarristas mais influentes de todos os tempos é esse: influência. Não se trata do mais técnico, ou de quem tenha mais feeling, ou quem faz as melhores caretas – não se trata nem do meu gosto pessoal na verdade. O que foi levado em conta aqui é a ousadia, a criatividade, a influência nas gerações posteriores, e claro, a época em que cada um viveu (ou criou esse novo conceito). Também procurei me ater ao rock n´roll – logo nomes como dos geniais ALLAN HOLDSWORTH e WES MONTGOMERY não aparecem por aqui. Por último vale ressaltar; trata-se de uma lista de apenas sete nomes e a escolha é baseada em listas de publicações internacionais e livros sobre o assunto. Então, lá vai.

7 – TONY IOMMI

No documentário “A Headbanger´s Jouney”, ROB ZOMBIE disse que todo riff de metal sobre a face da terra já tinha sido inventado por TONY IOMMI – segundo ele, todos os outros eram variações daqueles primeiros. Nada mais verdadeiro: com a introdução do trítono feita pelo guitarrista inglês ele não só compôs obras de arte como “Black Sabbath” “Symptom Of The Universe (alguns dizem, o primeiro thrash da história”), “como alimentou” MUSTAINE, KERRY KING, HETFIELD – enfim, você toca heavy metal? Então você também.

6- CHUCK BERRY

Nada mais notório – se não fosse por esse cidadão, essa lista nem existiria. Com influências de T-BONE WALKER, MUDDY WATERS e country music, BERRY criou a primeira indústria de riffs clássicos da história, tocando uma versão turbinada do blues de Chicago – chamado de rock n´roll. Colocando sua guitarra à frente do som, transformou-a em um instrumento solista, fundindo sua incendiária postura de palco a riffs da categoria de “Johnny B. Good” e “Sweet Little Sixteen”. KEITH RICHARDS, PETE TOWNSHEND, JOHN LENNON entre muitos outros, beberam direto dessa fonte.

5 – JEFF BECK

No quesito influência, JEFF BECK fez toda a diferença. Nas várias fases de sua carreira, BECK passeou entre o blues, o fusion e o rock rasgado e visceral com igual maestria. Sua técnica de alavanca e controle manual de volume fez a alegria de STEVE VAI, SATRIANI e companhia. Seu incrível controle dos dedos – ele não usa palheta – é influência notória na abordagem que MARK KNOPFLER (que também resgatou isso de gente do calibre de CHET ATKINS). “Blow By Blow”, seu mais notório trabalho, foi elogiado por todo mundo – de BRIAN MAY a FRANK ZAPPA. Precisa mais?

4 – JIMMY PAGE

“Ele compunha, tocava, produzia as músicas – não consigo pensar em outro guitarrista desde LES PAUL que possa reivindicar algo parecido”. Essa afirmação partiu de JOE PERRY ao resenhar sobre JIMMY PAGE para a Rolling Stone (fevereiro de 2012). PAGE se deu ao luxo de fazer todas as experimentações possíveis em estúdio: slides desgovernados, efeitos em camadas, tocar com arco de violino, etc, etc. Além disso, seus riffs mudaram a história da LES PAUL fazendo gente do gabarito de JOE PERRY, SLASH, JOE BONAMASSA forjar o próprio caminho no instrumento.

3 – RITCHIE BLACKMORE

Quando fiquei sabendo que o SLAYER tinha começado tocando covers do DEEP PURPLE quase não acreditei. Essa é a grande característica dos gênios: fornecer a matéria prima para toda “explosão cósmica” que venha depois. BLACKMORE fundiu o blues cru de BUDDY GUY com a técnica clássica, os arpejos, o pensamento modal – tudo o que a gente adora – e construiu um espólio que conta com composições que vão de MALMSTEEN a RANDY RHOADS, de VINNIE MOORE a KIRK HAMMETT. Só.

2 – EDDIE VAN HALEN

Muitos críticos de Rock and Roll não deram bola para “Eruption” no ano de seu lançamento porque acharam que aquilo era um truque de estúdio – tocado por uma máquina ou algo do gênero. Tocando de uma forma quase intuitiva – influenciado fortemente por ERIC CLAPTON – EDDIE subverteu o blues, turbinando-o com tappings, alavancadas radicais e harmônicos artificiais. Contribuiu decisivamente para a criação da ponte Floyd Rose (que todo mundo usa ou usou depois), popularizou o efeito flanger, inventou técnicas de potencialização dos som e eliminação de microfonia e ainda tinha tempo para beber, pegar um monte de mulher e brigar com LEE ROTH nas horas vagas.

1 – JIMI HENDRIX

É provável que daqui a mil anos essa lista continue sendo encabeçada por esse indivíduo. Por quê? Hendrix criou riffs memoráveis( “Highway Chile”, “If Six Was Nine”), colocou a microfonia a seu serviço (“Foxy Lady”), quase quebrou a alavanca no meio (“Star Spangled Banner”- o hino nacional americano!), misturou o rock e o funk (“Crosstown Traffic’), tronou o wah-wah uma marca registrada no rock (“Voodo Child”) fazia solos com ligados, solava com a boca, botou fogo na guitarra – e só viveu vinte e sete anos!!! E morreu há quatro décadas!!!!

Os responsáveis são citados no texto. Não culpe os editores. 🙂

Vi no Whiplash

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