Nossa História

19 de agosto de 2016 at 15:00 Deixe um comentário

Eu já contei essa história dezena de vezes, porém tem sempre alguém que ainda não conhece e por outro lado é sempre bom relembrar de coisas boas.
Parece que foi ontem a primeira vez que eu a vi, descendo as escadarias do clube. Par, impar… perdi, meu amigo escolheu-a e eu a amiga dela. O tempo passou, meu amigo se engraçou pela amiga e eu fui trilhar outros caminhos.
Não vou mentir que nunca tivesse tentado tirar proveito da nossa amizade. Sempre que os nossos corpos se tocavam durante as inocentes danças dos bailinhos realizados nos quintais de nossas casas, também conhecidos como brincadeira, eu sentia que de alguma maneira nos dois estávamos ligados.
Mas foi como irmãos que convivemos até o seu décimo sexto aniversário.
Entretanto um passarinho veio soprar aos meus ouvidos que ela estava interessada em mim e infelizmente eu estava acompanhado.
Só que naquele idos tempos, nenhuma companhia durava muito e ainda mais com aquela notícia fervendo os meus miolos, não demorou muito para o nosso primeiro encontro.
Foi na noite de dezoito de agosto de 1993, uma quarta-feira, fazia pouquíssimos dias que eu tinha conseguido minha habilitação, meu pai possuía um Voyage e foi dentro dele que eu a beijei pela primeira vez.
Não sei se foi a amizade ou algo maior que atrapalhou os nossos primeiros encontros.
Ficamos separados por quase um ano e meio, nesse ínterim ela arranjou alguns namorados, eu também, por outras razões ficamos sem nos falar por um tempo, ela não quis participar do nosso bloco de carnaval e nem quis me contar como seria a camisa do bloco dela.
Foi logo depois que um furacão varreu minha vida que ela reapareceu. Não com um bote salva-vidas, mas entregando a sua própria vida pra me fazer respirar novamente.
Ela sabia que estaria navegando em águas turbulentas, mesmo assim lançou mão de tudo pra me trazer de volta a bordo.
Olhando daqui, hoje parece piada tudo o que passamos, quantas e quantas vezes às águas me puxavam pra baixo e lá estava ela estendendo suas mãos para me relocar em terra firme.
Não vou mentir que foi fácil me acostumar com o nosso relacionamento.
Diferente de tudo que eu tinha vivido até ali, se adaptar a um namoro sério, com uma pessoa que a gente acredita que conhecia pela longa data de amizade, fazia-me duvidar se eu tinha mesmo essa capacidade.
Porém o tempo é mestre em endireitar as coisas.
Fomos nos acostumando com os defeitos alheios e se apaixonando a cada dia por nossas virtudes que eram muito superior a qualquer falha.
Após a última briga séria, entramos num acordo que se voltássemos a nos magoar daquele jeito aquela seria a última chance que daríamos a nos mesmos.
Acredito que nada é por acaso, que se não existe alma gêmea, deve existir sim, um plano divino para que seus filhos possam se encontrar novamente e viver experiências que por alguma razão não aproveitaram em vidas pretéritas. Ou como explicar eu ter vindo de Lins, namorado a melhor amiga dela, ela ter se apaixonado não só pelo meu melhor amigo, como também pelo meu irmão e hoje estar morando debaixo do mesmo teto que eu por treze anos, fora os oito que namoramos.
Meu amor… dia dezoito você completou mais um ano de vida. Vida essa repleta de conquistas. Vida que hoje é preenchida com o Léo e o Arthur, frutos não só de uma relação que a ciência poderia explicar, mas de um amor tão grande que seria necessário a preleção de um anjo para relatar o que acontece conosco quando estamos juntos.
Parabéns… parabéns por ser esposa, amiga, mãe, professora, conselheira… Mulher, sim Mulher que me faz sentir orgulho de ser seu marido de ser seu escolhido.

               Inibmort

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Hayley Atwell Quadro de medalhas

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