Alô

17 de fevereiro de 2017 at 14:00 Deixe um comentário

Resultado de imagem para telefone fixo antigo

Foi no comecinho de 1985 que minha família adquiriu o primeiro telefone, ainda de disco, se não me engano meio esverdeado, pesava mais de um quilo. Não era tão grande, ficava na estante em cima do aparelho televisor e quando tocava era uma guerra pra ver quem conseguia chegar primeiro para atendê-lo.
Naquela época ligar pra Lins era só discar 22 **** e após alguns segundos de espera alguém dizia alô do outro lado. O tempo foi passando e hoje além do 35 que precisamos inserir por causa do aumento da demanda, também é necessário colocar um código de área, no caso o 014 que engloba inúmeras cidades vizinhas.
Sabíamos de cabeça a maioria dos números telefônicos que usávamos diariamente. Dificilmente recorríamos a uma agenda.
Porém o tempo foi passando e a briga para atender as chamadas eram outras:
– Vai você…
– Não atende você, eu estou ocupado…
– Atende aí, não posso perder um segundo da novela…
– Eu não… ninguém liga pra mim…
Entretanto caso a ligação não fosse engano, era algo importante, no mínimo alguém conhecido querendo falar com determinada pessoa daquela residência.
Ninguém usava o telefone como brinquedo, todas as ligações eram cobradas e diga-se de passagem, não eram baratas.
Com o advento da telefonia celular, o telefone ganhou o nome de “fixo”. Quase não tem utilidade, a não ser para os funcionários de telemarketing.
Funcionários esses que devem fazer parte do Guinness Book, o livro dos recordes, como a classe trabalhadora mais odiada de todos os tempos.
Não são poucos que já encontraram uma estratégia para driblar as inúmeras chamadas que os insistentes vendedores executam ao nossos lares diariamente. De deixá-los falando sozinho à deselegância de desligar o telefone na cara do indivíduo. Muitos retiram o aparelho do “gancho”, outros já nem atendem mais as ligações em determinados horários.
Eu também já adquiri uma técnica que vem dando certo: atendo o telefone e fico mudo, dois, três segundo depois eles mesmos desligam, simples né!
Agora quer me deixar nervoso é receber essas ligações no celular, peraí como conseguiram o meu número???
Aceito umas duas vezes, faço a mesma tática do fixo, fico quietinho até desligarem, só que se o mesmo número aparecer três, quatro vezes, então eu atendo e com toda a fineza de um elefante, explico pro indivíduo que não aceito ser incomodado pelo aparelho celular.
Algumas vezes dá certo, outras não.
A melhor diferença do celular pro aparelho telefônico é que no móvel a maioria das ligações são identificadas instantaneamente, afinal as pessoas que nos interessam tem seus números gravados em nossos contatos.
Nesse caso ao atender as ligações ou sermos atendidos conseguimos emitir em nossas vozes algum sentimento, seja ele de felicidade, insatisfação ou indiferença ao ver o nome descrito na tela do aparelho.
Infelizmente em decorrência das agendas eletrônicas que constam nos aparelhos, muitos não sabem o próprio número, imagina o das pessoas que lhes são caras, eu mesmo não guardei até hoje o número da minha esposa. Espero que nunca precise ligar pra ela sem meu celular por perto.
Sem dúvida os aparelhos celulares trouxeram uma enorme facilidade em nossas vidas. Contudo nem tudo são flores, não é sempre que queremos ser perturbados e às vezes somos pegos de surpresa e ao ouvirmos aquele som que determinamos como toque, causando-nos um frio na espinha.
Eu que uso o tema do filme “O Senhor dos Anéis” já não consigo assistir o filme e não ter calafrios cada vez que a música surge numa cena.

     Inibmort

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