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Arrivederci Azzurra

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Na semana em que o Corinthians se sagrou heptacampeão brasileiro, um fato ocorrido no dia 13 de novembro ficará gravado eternamente na história. Para os que gostam e acompanham futebol, viu com perplexidade o empate da seleção italiana contra os suecos.
Pra quem ainda não compreendeu, explicarei com mais detalhes.
Diferente da América do Sul em que os dez países que fazem parte da CONMEBOL jogam entre si, partidas de ida e volta no intuito de somar mais pontos, aonde os quatro primeiros colocados classificam-se diretamente para o mundial e o quinto colocado joga duas partidas, em seu país e no país adversário, contra um time da Oceania para conseguir mais uma vaga para a Copa do Mundo, na Europa a coisa é um pouco mais complicada.
No antigo continente, até pela quantidade de países, as seleções são divididas em nove grupos de seis times, aonde depois dos jogos de turno e returno classifica-se o primeiro colocado e o segundo joga uma repescagem com outro segundo lugar, também em jogos de ida e volta.
Se o amigo leitor encontrava-se em outro planeta, não deve ter acompanhado a eliminação da seleção tetracampeã mundial. Após perder o primeiro jogo na Suécia de 1 x 0, os italianos não conseguiram fazer um mísero gol em casa, cedendo um empate e perdendo a vaga do Mundial da Rússia que irá acontecer o ano que vem.
Atrás apenas do Brasil que jogou todos os mundiais, a Itália só não participou da primeira Copa do Mundo em 1930 no Uruguai, por motivos do alto valor e do cansaço que a viagem proporcionaria aos seus atletas, pode-se somar também a desconfiança desse evento primário. Será que daria certo? Existiria um segundo mundial???
Tanto deu certo que em 1934 a própria Itália sediou o evento, na qual sagrou-se campeão, quatro anos depois repetia o feito na França. O Técnico Vittorio Pozzo é o único bicampeão das Copas.
A segunda vez que a seleção italiana não participou do Mundial foi em 1958, na Suécia, quando não conseguiu a vaga nas eliminatórias.
Em 1970 no México a esquadra azurra como é reconhecida pelas cores do seu manto, faria a final contra um dos mais brilhantes elencos da história desse esporte. Não a toa o time de Pelé, Tostão, Rivellino e companhia enfiou quatro tentos a um nos bambinos e o Brasil tornar-se-ia o primeiro tricampeão mundial e empossara-se eternamente da taça Jules Rimet.
Já em 1982, na Espanha, a Itália daria o troco e eliminaria uma das mais brilhantes seleções que já representou nosso país num Mundial. Craques como Zico, Sócrates, Falcão não conseguiram segurar o centro-avante Paolo Rossi que naquele dia fatídico anotou três gols e classificou a Azzura para semifinal aonde eliminou a Polônia por 2 x 0 e venceu a Alemanha Ocidental na final por 3 x 1.
Mais uma vez os tricampeões estariam frente a frente numa final de Copa do Mundo, dessa vez nos Estados Unidos no ano de 1994. Eles tinham o melhor do mundo: Roberto Baggio, nós contávamos com Zinho, Mazinho, Bebeto, Romário. Lá atrás uma das melhores defesas que uma seleção canarinho já teve, resultando empates consecutivos de 0 x 0, tanto nos noventa minutos, quanto na prorrogação.
O destino escolheu Roberto Baggio, o maior nome em campo para errar a penalidade e dar, após vinte e quatro anos, o quarto título mundial para o nosso país.
Em 2006 a desacreditada “bota”, reconhecida pelo formato do seu mapa, chegava a Alemanha (já unificada), como um mero coadjuvante, tanto que sofreu para se classificar na primeira fase, sofreu um pouco mais para eliminar a Austrália nas oitavas, se soltou nas quartas e venceu a Ucrânia por 3 x 0.
Venceu a arqui-rival Alemanha com dois gols na prorrogação e fez uma final dificílima contra os franceses. Um a um no tempo normal, nenhum gol na prorrogação e mais uma vez a Itália decidiria um Mundial nos pênaltis.
Sem o craque Zidane, que fora expulso minutos atrás, após dar uma cabeçada em Materazzi, os franceses não conseguiram converter todas as cobranças e a Itália sagrar-se-ia tetracampeã mundial.
Nas Copas da África do Sul em 2010 e do Brasil em 2014 os italianos não conseguiram passar para a segunda fase, demonstrando a decadência de sua seleção. O ponto crucial foi na penúltima segunda-feira aonde não conseguiu a vaga para a Rússia.
Nós como apaixonados pelo esporte bretão, vamos sentir falta da Azurra, porém outra seleção que não carimbou o passaporte foi a Holanda, vice-campeã em 2010 e terceira colocada em 2014, porém essa história fica para um outro dia.

               Inibmort

24 de novembro de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Séries

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Foi em 1982 durante a Copa da Espanha que meu pai comprou a primeira TV colorida.
Lembro como se fosse hoje, durante os jogos da seleção brasileira, a sala repleta dos funcionários do extinto Supermercado Carvalho de Lins.
A cada vitória saíamos pelas ruas num caminhão que durante o expediente servia para entregar compras.
Porém a seleção da Itália, ou melhor, o Sr. Paolo Rossi acabou marcando os três gols que culminou com a passagem de volta ao Brasil para aqueles incríveis jogadores.
Faço essa introdução não para falar de futebol, mas do condutor que nos levava a cada jogo para Espanha, sim o aparelho de televisão.
Se não me engano aquela TV deveria ter vinte polegadas, um Chihuahua perto dos monstros de 40, 50, 60 polegadas que temos hoje em nossas salas, porém foi ela que me ensinou a gostar de séries.
No começo era a Chips, MacGyver, Armação Ilimitada, Super Máquina, TV Pirata, Os Trapalhões, Três é demais, Manimal, desenhos como, Caverna do Dragão, o Gato Felix e o que eu mais gostava, A Arca do Zé Colmeia, que em todo episódio o vilão tinha um dos defeitos dos pecados capitais.
O tempo foi passando e diferente de hoje o aparelho televisor não foi crescendo, porém a quantidade de séries que chegavam aos nossos lares foram se multiplicando.
Já nos anos 1990 meu corpo passando por alterações, a puberdade ganhava meu ser, os gostos variavam a cada dia, os hormônios ditavam a regra.
Malhação fazia parte do cardápio antes de sair pra Lins assistir aula no IAL e acompanhou-me até a Universidade.
Barrados no Baile foi outro enlatado que tirávamos do futebol no fim de tarde para ficarmos com os olhos grudados na TV.
O tempo foi passando e a internet virou um facilitador de horários. Hoje eu posso assistir qualquer capítulo de qualquer série no horário que eu bem entender.
A maioria dos assinantes da Netflix que eu tenho contato, só paga a mensalidade em decorrência da quantidade de seriados presentes em sua programação.
A maior parte dos filmes bons são antigos e os lançamentos não chamam tanto a atenção, a não ser os que tem o selo da empresa.
Outro grande problema da Netflix são as notas atribuídas ao programa escolhido. Quem acessa pelo computador ou Android vai reparar com uma “porcentagem de relevância”, já numa SmartTV serão estrelinhas. Acredito que esse índice seja uma classificação dos usuários, que na verdade não exprime o real valor daquele conteúdo.
Se o amigo leitor quiser ter uma ideia se o que vai assistir é bom ou ruim deve seguir o índice IMDB (Internet Movie Data Base), que nada mais é que a opinião de uma gama de cinéfilos “profissionais”.
Posso garantir que 90% das notas atribuídas aos filmes e séries dadas pelo IMDB que assisti estavam corretas.
Quem possui um aparelho com Android e fizer uma pequena pesquisa no termo “IPTV” vai se deparar com um universo de séries, filmes (lançamentos) e se der sorte até canais de TV, porém as listas na mesma hora que estão funcionando maravilhosamente, somem e bye bye a programação. Contudo vale a pena perder alguns minutos para entender essa tendência.
Abro um parêntese aqui para falar sobre minha esposa, que era noveleira até eu lhe mostrar o poder de uma série, hoje ela devora temporadas e nem lembra mais da última novela que assistiu.
Bem… graças a internet hoje acompanho algumas dezenas de séries, diferente do que eu fazia, atualmente prefiro assistir uma temporada inteira, sem intercalar outras séries, a não ser Sitcoms (séries de comédia), afinal cada capítulo é quase independente.
De Super-heróis como Flash, Arqueiro Verde, Gotham, Agents of Shield, Luke Cage, Jessica Jones… às dramáticas Narcos, The Goodwifes, Os Fosters, comédias como Californication, Desperates Housewives, Dois homens e meio, Big Bang Theory, The Ranch, até as adolescentes: 13 Reasons Why, Stranger Things, Once Upon a Time.
Entretanto as melhores que vi até hoje com certeza foram Prison Break, Breaking Bad e lógico a melhor das melhores: Lost.

   Inibmort

17 de novembro de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Internet

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Já comentei algumas vezes que sou da geração que viu a internet chegar e se tornar acessível às pessoas comuns.
Digo isso por que muito antes de nós, pobre mortais adquirirmos os barulhentos modens que chiavam durante a conexão de 56 kbps, os grandes empresários e um pessoal mais gabaritado já utilizava os serviços da grande rede.
Me recordo que antes de ouvir ou ler alguma coisa sobre um mundo conectado eu presencie em São Paulo, num CPD (Centro de Processamento de Dados) de um dos supermercados de propriedade de um tio, a mágica dos inúmeros endereços que ele podia visualizar naquela época.
Se não me falha a memória, ele já tinha acesso às condições climáticas, a relação de filmes que estavam em cartaz em alguns cinemas, acho que da bolsa de valores, além do controle das suas filiais. Nada de telas coloridas e desenhadas, o que se via eram apenas letras e números verde num fundo negro. Planilhas ou gráficos simples e feios.
Foram pouquíssimos minutos defronte àquele monitor, porém para uma mente que já vinha programada a aceitar de bom grado os bits e bytes da vida, era o início de um sonho.
Na verdade o primeiríssimo contato que tive com um computador, foi quando comprei uma revista em quadrinhos e na quarta capa vinha estampado um Exatinho, prêmio de uma promoção.
Não posso garantir com exatidão, todavia o poder de processamento daquele micro não seria páreo ao primeiro dos iphone, contudo foi paixão a primeira vista, eu malemá sabia o que aquilo fazia, mas uma coisa eu podia garantir… É isso que eu quero!
Os três anos de curso técnico, me deram a certeza que era esse mesmo o caminho que eu queria seguir. Foi durante a faculdade que eu pressenti que estava à frente da maioria dos meus colegas. Enquanto muitos estavam só interessados em um diploma, eu só matava aula pra me trancar nos laboratórios de informáticas e ter acesso a novidade que revolucionava o planeta: A internet, quase, como a conhecemos hoje.
Ainda não existia Youtube, Facebook, muito menos o Google, tínhamos que garimpar endereços nas revistas ou procurar um Portal, que acabava nos direcionando para outros sites interessantes. Entretanto não tínhamos a menor dúvida que o mundo se renderia àquela tecnologia.
Só dois ou três anos após ter me formado que consegui comprar meu primeiro micro. Inesquecível o chiar do modem, que era conectado às 14 horas do sábado e desligado só no finzinho da noite de domingo. Tudo isso porque nesse tempo era cobrado apenas um pulso na conta telefônica.
Ficávamos horas para baixar um álbum musical e semanas para conseguir um filme.
Até o dia que percebíamos que os “enormes” HDs (Disco Rígidos) de 4 GB (gigabytes) estavam entupidos. A solução era um gravador de CD.
Mais de vinte anos depois, confesso que continuo gravando, porém hoje não há mais necessidade de salvar música nem filmes, já os conseguimos online. O que preenchem os DVDs são fotos ou documentos.
Porém não é em todo lugar que temos acesso a internet, então colocamos as músicas em um pendrive ou num cartão SD, pois a maioria dos carros modernos não contam com leitores de CD ou DVD.
Vem sendo difundido há algum tempo um local online para armazenamento de arquivos conhecido como nuvem. Algumas empresas disponibilizam espaços em seus mainframes (computadores poderosos) para que possamos armazenar nossas informações.
Ideia maravilhosa, pois além de preservar o meio ambiente, deletando o uso de mídias físicas para o backup (cópia) das nossas quinquilharias, também nos proporciona o acesso em qualquer local do mundo aonde houver um sinal de rede.
Infelizmente essa semana quem precisou dos seus documentos armazenados na nuvem, passou por maus bocados, afinal hoje quinta-feira, dia 26 de outubro, já são mais de setenta e duas horas que estou sem internet aqui em casa.

          Inibmort

28 de outubro de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

Trânsito

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Não precisa ser um gênio para perceber que o nosso trânsito anda caótico. Que a cada dia está mais difícil conduzir e principalmente estacionar. Só quem dirige pode dizer.
Também é pura realidade que por mais que se estude, não existe uma solução a curto prazo e especialmente de baixo custo.
Ultimamente os legisladores colocaram uma nova gama de multas para tentar reduzir a incidência de acidentes, já que o nosso país é o quinto no mundo em mortes no trânsito.
Também intensificou a gravidade de algumas, como no caso de quem ultrapassa outro veículo em trecho com a marcação longitudinal de linha dupla contínua, antes era considerada como multa normal, agora passou a ser gravíssima.
Consideramos que esse tipo de condução irregular era um dos maiores causadores de acidente.
Outro tipo de infração que está causando um grande impacto na sociedade é a chamada lei seca, que está punindo com rigor aqueles que são autuados dirigindo sob a influência de álcool.
Com certeza esse deve ser a maior causa de acidentes.
Já ouvi relatos de pessoas que no outro dia, depois de ir embora embriagado, não sabia como chegou em casa com o carro.
Muita gente diz que a lei está muito “pesada”, que estão fazendo de tudo para conseguir angariar dinheiro através da multa.
Vou ser sincero, como é difícil andar a 80 por hora, ainda mais quando o veículo que estamos pilotando tem um pouco de potência, porém acredito que se todos obedecerem as placas o número de acidentes vai diminuir.
Pra quem acha que as nossas leis são severas tem que ouvir essa história:
Conta um amigo que esteve de passagem pelos Estados Unidos e conduzia por aquelas estradas solitárias, com uma paisagem semi-árida, dessas que comumente vemos nos filmes.
Aproveitou a ocasião e acelerou além do limite. Ele me confirma que não sabe de onde surgiu um carro de polícia e o fez parar, autuando-o na mesma hora.
Os oficiais portavam a máquina de cartão de crédito e a multa teria que ser paga no ato e ainda entregaram-lhe uma convocação para que em alguns dias ele se apresentasse numa delegacia para colherem o seu depoimento, não interessando se ele estaria naquela localidade durante o dia marcado.
Bem se isso ocorreu mesmo eu não posso afirmar, mas foi o que ele me disse.
Porém existe uma infinidade de histórias reais pela qual eu mesmo vivenciei e só pela graça de Deus continuei vivo pra poder contar.
Uma das mais terríveis aconteceu num passeio de fim de semana aonde eu com minha família (eu ainda só tinha um filho), meu sogro e minha cunhada, íamos no sentido Getulina/Rio Preto. Era um dia chuvoso e durante uma ultrapassagem só notei que uma perua Kombi com os faróis apagados encontrava-se na pista uns poucos metros de nos colidir.
Acredito que mais por instinto do que perícia, joguei o carro pro acostamento e foi ralando o pneu no guard rail. Mais uma vez a vontade divina imperou e saímos são e salvos, apenas com algumas avarias no pneu.
Outras menos graves eu passo diariamente nas ruas da nossa cidade sorriso.
Quando eu conduzia a moto da Santa Casa e vinha na Rua Dino Bueno eu parava sempre no cruzamento com a Rua Armando Salles de Oliveira, em frente ao Postão, mesmo sendo minha mão, pois os carros e principalmente caminhões passam a toda por ali sem dar bola para placa de pare.
O mesmo nas duas esquinas da Rua Julio Prestes, quando vira Nove de Julho, tanto em frente ao antigo Banco do Brasil, quanto no Ponto de Taxi.
Se está cada dia mais fácil tomar uma multa, também temos que concordar que só com muita educação, vamos ter a tão almejada paz no trânsito.

              Inibmort

21 de outubro de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

Abelha

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Entre o colegial e a faculdade fiquei um ano e meio sem estudar nem trabalhar. Hoje entendo o porque. O Pai Maior estava me preparando para estes vinte e dois anos que se seguiram após esta época.
Porém naqueles dias vivia rodeado por amigos e lógico, namoradas.
Contudo vamos deixar as moçoilas de lado e focar nos amigos.
Nosso ponto de encontro era na frente do escritório do Rui ou na casa do John, Rodrigo Mituiti Sonehara, filho da Dirce que hoje está cuidando da floricultura.
Turma grande aquela, principalmente nas férias escolares que o pessoal se multiplicava. Entretanto quando não era férias ou fim de semana, ficávamos jogando baralho na esquina ou bolando arte. E quando eu digo arte, não estou falando em escultura, pintura ou algo do gênero, estou falando de bagunça.
Logo que apareceu alguém com carteira de motorista os passeios tornaram-se mais loucos que os outros, um dos que não me esqueço eram as visitas ao cemitério, sempre tinha um que se borrava de medo.
Mas uma das noites que irão ficar eternizadas em nossas memórias foi quando resolvemos invadir a sede recreativa da SAG de noite.
Ouvimos falar que outras turmas já tinham ido lá para nadar de madrugada, eu mesmo confessei que sabia de um buraco na cerca aonde conseguia entrar e ficar sossegadinho lá dentro com uma paquera.
O pessoal se animou, só um ou outro contestou a aventura, rebatiam que era perigoso, que a janela da vizinha dava de frente com a piscina, que o cloro poderia nos causar mal, até cair todos os pelos do nosso corpo, outros iam mais longe, poderíamos ser presos.
O pai de um dos amigos era policial e o mesmo nos assegurou que se o problema tinha a ver com lei, podíamos ficar sossegados, que ele segurava as pontas.
Combinado então, descemos pela Rua Julio Prestes e enquanto eu caminhava para mostrar a entrada “secreta”, um dos malucos escalou o muro e pulou para dentro.
Consequentemente os outros foram fazendo o mesmo, e aqueles que não conseguiam transpor o obstáculo eram auxiliados pelos demais.
Logo estávamos lá dentro, uns dez adolescentes.
Observamos a janela da casa vizinha e a luz encontrava-se apagada.
Quando menos percebi uns três já tinham caído na água. Todos foram sacando suas bermudas e camisetas e caindo só de cuecas, mas um infeliz fez questão de pular só de meia.
Tudo corria bem, tentávamos fazer o máximo de silêncio possível.
Até que uma mente brilhante falou:
– Vamos nadar na piscina média.
Todos caíram na gargalhada, afinal uma das regras da Sociedade era que a pessoa que utilizava a piscina grande não podia entrar na média.
Então o autor da piada saiu correndo e gritando feito louco e deu um pulo “bomba” na piscina.
Bem, se até aquele momento não tínhamos chamado a atenção de ninguém, após aquele ato, até quem estava do outro lado da cidade tinha nos ouvido.
Foi um tal de pegar short, camiseta, cueca, meia, tênis, tentar se vestir e correr para pular o muro.
Infelizmente um dos camaradas, que desde o começo da aventura, foi o que mais titubeou em nos acompanhar, ficou para trás e dominado pelo pânico não conseguia medir suas ações e se enrolou todo para sair.
Foi um chororô só, porém já lá fora, são e salvos o questionamos do por que das lágrimas.
Na maior cara de pau ele já calmo, virou para galera e proferiu:
– Foi uma abelha que me picou.

       Inibmort

14 de outubro de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

Bon Jovi

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Este ano meu presente do dia dos pais foi totalmente inusitado. Ao chegar em casa e me deparar com um envelope e uma foto do Allianz Parque logo percebi que minha esposa estava me dando uma entrada para assistir o show do Bon Jovi.
Depois de muito esperar o dia chegou.
Como combinado, desde antes dela adquirir os ingressos junto com a amiga Daniela Boy, saímos às cinco da manhã em direção a São Paulo.
Tendo o Dr. Everton Massud no volante, conhecedor dos mais recônditos locais entre nossa cidade e a Capital, foi nos mostrando os pontos cruciais para quem faz esse caminho.
O mesmo acontecendo na volta. De outlets aos postos e restaurantes conceituados foram nossas paradas. É claro que as senhoras adquiriam alguma coisa, na maioria das vezes para os nossos rebentos.
Chegamos em Sampa e nos hospedamos à meio quilômetro do antigo Parque Antártica.
Foi o tempo de descansar um pouco e às quinze horas partimos para a grande noite.
Uma hora e meia na fila e os portões se abriram, todo esse esforço para pegarmos um bom lugar.
Não quero puxar sardinha pro meu clube de coração, mas já do lado de fora pudemos observar a imponência da nova arena. Considerado um dos estádios mais belos do mundo, tudo ali é grande e principalmente bonito.
Pena que não deu tempo de fazer o passeio de reconhecimento, por motivos óbvios, porém da nossa posição era possível admirar os camarotes, restaurantes e aquela gigantesca estrutura.
O show de abertura começou dez minutos antes do horário e o principal também e aqui gostaria de abrir um parêntese. Não sou de ir muito a shows, porém aos que vou dificilmente começam no horário, muito pelo contrário, já fui a eventos que atrasaram de duas a três horas, um verdadeiro desrespeito para quem paga entradas.
Pra quem não conhece o Bon Jovi é uma banda estadunidense de hard rock, formada em 1982 no estado de Nova Jérsei. Até hoje, já foram vendidas mais de 130 milhões de cópias de seus trabalhos. Em turnês, o grupo já passou pelos cinco continentes. Muito lembrado pelas baladas e pela beleza dos seus integrantes, principalmente o vocalista que dá nome a banda.
Por isso nos deparamos com pessoas de todas as idades, principalmente senhoras com mais de quarenta anos.
O frontman não é só uma voz e um rostinho bonito, no alto dos seus cinquenta e cinco anos, ele dança, pula, rebola, gesticula, se emociona e lógico fez aquelas mais de setenta mil pessoas se emocionarem.
Desceu do palco e caminhou ao lado da turma do gargarejo, como é conhecido o pessoal que fica rente ao palco, como já é de praxe, fisgou uma fã e cantou especialmente pra ela em cima do palco. Nesse momento ouvíamos os suspiros gerais das moçoilas e também das nem tão moças assim e se pudéssemos pressentir-lhes os sentimentos, com certeza notaríamos a inveja em seus semblantes.
Algumas canções levaram-nas ao histerismo, claro que nossas esposas não fugiam a regra.
Aclamado pela crítica, foi um show muito melhor do que eles fizeram na noite passada no Rock in Rio. Com certeza as dezenas de milhares de pessoas que presenciaram aquele espetáculo, saíram exultantes com a performance da banda.
Não poderia deixar de registrar um dos momentos mais marcantes da nossa aventura, que foi ao sair do estádio fartos emocionalmente porém famintos literalmente.
Ambulantes vendiam pizzas na caixa por módicos dez reais. Que tipo de pizza custa dez reais? Porém o olho foi maior que a razão e pegamos uma, só depois de comê-la é que fomos nos preocupar com algum tipo de intoxicação.
Graças ao Bom Deus, nada de mal nos aconteceu, afinal já estávamos impregnados… intoxicados pelo bom e velho rock ‘n roll.

                Inibmort

7 de outubro de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

FURTO

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Terça-feira ao me levantar, como de costume, após executar meus afazeres matinais, fui checar as mensagens no aparelho celular.
Um misto de horror e fúria se instalou em meu ser ao ler que o Centro Espírita que frequento tinha sido depredado.
Confrades que residem perto do local foram me passando os detalhes após uma melhor averiguação, concluiu-se que a Casa tinha sido invadida por alguém que entrara pelo buraco do vitrô avariado.
Como esses amigos tinham viajem programada e já estavam atrasados me pediram se eu poderia resolver o problema.
Só pedi que aguardassem a minha chegada.
Chegando ao local, concluímos que fora o prejuízo moral, só os vidros quebrados e um micro system da marca Multilaser não se encontrava no local.
Nada fora revirado, só uma caixinha que colocamos pedidos estava arrombada. Acredito que o invasor estava mesmo atrás de dinheiro e imaginou que deveria haver algum valor ali.
Bom, minha primeira ação foi ligar para o “190”, aonde expliquei o porquê da ligação. Minutos depois um carro com dois policiais estacionou defronte a residência e fizeram o seu trabalho. Terminando me orientaram a procurar a delegacia e fazer um B.O. (boletim de ocorrência).
Me dirigi a delegacia a rua Julio Prestes e conversei com a investigadora Ana Beatriz, que tomou o meu depoimento e pediu para que eu aguardasse a ligação da polícia científica, que viriam de outra cidade para analisar a cena do crime.
Tudo isso aconteceu entre oito e meia até as dez horas da manhã.
Voltei para minha casa, fui almoçar como de praxe na casa dos meus pais e já de volta em casa, umas treze e trinta recebi o telefonema dos policiais dizendo que estavam saindo de Lins para realizar as averiguações.
Nem meia hora depois estávamos de volta ao Centro, aonde três profissionais da perícia, examinaram, fotografaram, colheram provas e me fizeram mais algumas perguntas.
Logo que saíram, fui atrás de consertar os vidros quebrados com a amiga Terezinha Hauy, que também não mediu esforços em realizar o seu trabalho.
Quatro horas da tarde, após realizar a limpeza dos vidros que tomavam conta de todo o salão, pude fechar a porta e voltar para o meu lar.
O que fica de lição num dia desses é que estamos à mercê de marginais sem escrúpulos algum. Todos sabem que em um Centro Espírita o que menos vamos encontrar é dinheiro, quiçá algo valioso, pois não ostentamos nenhum tipo de indumentária em nossas reuniões.
Também frisamos nessa pequena matéria o quão rápidos e principalmente gentios e educados foram os profissionais da segurança pública por nós acionados durante todo o Imbróglio.
Agradecemos de coração a Sra. Teresinha Hauy, por ter nos amparado numa hora dessa.
Porém fica uma interrogação, quem pode parar essa onda de crimes? Afinal dois, três dias após terem entrado no cartório que fica a três casas do Centro, na mesma rua, sei lá se o mesmo, mas tiveram a cara de pau de reincidirem no mesmo ato.
Não só a vizinhança está assustada, o município entra num estado de alerta.
Alguns vão dizer que são os “nóias” que estão roubando para suprir as suas necessidades. Entretanto esses mesmos usuários, num ato tresloucados pelo efeito da droga podem acabar cometendo um delito mais grave.
E quem vai arcar com os prejuízos, temos que pagar pelos vidros quebrados, conseguir um novo rádio e principalmente a sensação de que a qualquer momento receberemos outra ligação de um novo furto, isso é se ao chegarmos em nossos lares e nos depararmos com o mesmo depenado.
O discurso é o mesmo e não se pode mudá-lo. O mundo só será mais seguro, consequentemente melhor, quando educarmos as nossas crianças, principalmente dando-lhes exemplo de responsabilidade, cidadania, moral e tantas outras qualidades que dignificam o ser humano. Não deixe para amanhã a semeadura do nosso futuro.

                  Inibmort

23 de setembro de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

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