Posts tagged ‘dabunjr’

Poker

Resultado de imagem para poker

Reconhecido em abril de 2010 como esporte da mente, o pôquer passou a ter o mesmo status que o xadrez.
Diferente do que as esposas, mães, tias e avós creem o Texas Hold’en não é um jogo de azar.
Hold’en é a modalidade do jogo em que cada jogador recebe duas cartas e outras cinco são abertas na mesa entre as apostas, vencendo aquele que se manter pagando as apostas e tiver a melhor combinação de cartas entre as sete.
A maioria das “mãos”, como é conhecida cada rodada do jogo, não termina com as cinco cartas abertas, porque os competidores acreditam que o apostador tem melhor jogo.
Costumo dizer aos principiantes que o jogo em si é facílimo de aprender, que basta decorar uma sequência de possibilidades que vai de uma carta maior ao tão sonhado royal straight flush, que consiste em ter um jogo com as cartas dez, valete, dama, reis e ás do mesmo naipe.
O que dificulta a jogabilidade são as apostas, que começam antes das cartas serem abertas na mesa, pois como já foi dito todo jogador começa com duas cartas em sua mão e cinco fechadas, viradas para baixo, na mesa e nesse momento faz-se as primeiras apostas.
O bom jogador sabe quando abandonar o jogo ao ver as duas primeiras cartas, ou aumentar a aposta. Consequentemente após apostarem ou abandonarem, se restou no mínimo duas pessoas, é aberta as três primeiras cartas, faz-se novamente as apostas, abre-se a quarta carta, aposta-se novamente, então mostra-se a quinta e assim os jogadores que se manterem à mesa podem conferir com exatidão qual tipo de combinação ele tem, então acontece a última oportunidade de apostar.
Outra dificuldade do poker é saber analisar o adversário. O filme “Cartas na Mesa”, tem como protagonista o ator Matt Damon, que personifica o estudante Mike, exímio leitor de adversários. Há uma cena que ele descreve as cartas de seus professores. Seria a magia de Hollywood ou existem mesmo pessoas capazes de analisar totalmente um ser humano em decorrência dos seus trejeitos?
Muitos nos perguntam se o jogo é legalizado. A respeito da legalidade dos jogos, eles podem ser classificados em três formas distintas: os jogos autorizados, os tolerados e os proibidos. Por autorizados, entende-se que são aqueles em que a chancela do poder público autoriza e/ou colabora para sua existência, é, por exemplo, a loteria federal. Jogos tolerados são aqueles que apesar da não proibição do estado, não recebem o seu amparo, ou seja, não há proibição assim como não há autorização expressa, nesta modalidade o ganho ou a perda do jogador não depende exclusivamente ou principalmente da sorte, mas, acima de tudo, da habilidade. Como jogos proibidos tem-se aqueles em que a norma penal tratou como delito, são jogos ilícitos, que em suma dependem exclusivamente ou principalmente da sorte.*
Como pudemos analisar o poker não é um jogo de sorte, muito menos de azar, depende da destreza dos seus competidores em saber a hora certa de agir.
Não tive ainda a oportunidade de conhecer às inúmeras casas de pôquer que pipocam por nossa região, os amigos que lá estiveram jogando torneios ou cash games, na maioria das vezes enaltecem o profissionalismo de seus administradores.
Tenho certeza que o poker chegou para ficar, não que seja um jogo novo, registros da Wikipédia, sem exatidão, demonstram que ele fora criado em 1934 por Jonathan H. Green.
Porém a modalidade jogada com mais frequência hoje em dia, principalmente na internet é o Texas Hold’en, acredita-se criado na primeira década do século vinte, cujo último WSOP (Word Series of Poker), premiou Qui Nguyen, jogador vietnamita naturalizado americano, com o bracelete (sonho de todo jogador profissional) e a bagatela de 8.005.310,00 dólares.
Então querido amigo leitor, quer levantar uma grana, apenas passar o tempo ou desenvolver seu intelecto, comece a praticar esse esporte que ainda vai dar muito o que falar.

            Inibmort

(*https://sandroalbuquerque.jusbrasil.com.br/artigos/112343990/a-legalidade-dos-jogos-de-poker-no-ordenamento-juridico-brasileiro-breves-consideracoes)

20 de maio de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

Cupido

Resultado de imagem para cupido

Era pra ser mais uma manhã qualquer, acordar os filhos, preparar o café pro marido, verificar se as suas coisas estavam corretas, pentear os cabelos, passar um batonzinho e partir para mais um dia de jornada.
O que ela não esperava é que o Cupido resolvera aprontar.
Não era possível, os anjos só poderiam estar de brincadeira, quem poderia explicar o ocorrido, ainda mais naquela idade, com os hormônios em guerra por causa da menopausa.
Porém o suar frio, as palpitações, a boca seca, eram indícios de que o amor renascera.
Já fazia alguns dias que ela se apanhava divagando, esquecendo o que estava fazendo, meio que perdida em seus pensamentos.
A culpa já não fazia parte da sua vida. Tudo que passara naqueles vinte e cinco anos de casada a absolvia de qualquer peso na consciência.
Sempre foi uma ótima esposa fiel, dedicada. Não fora uma ou duas vezes que descobrira e acabara perdoando os deslizes do esposo. Mesmo sua ausência no cuidado dos filhos, suas pescarias, noitadas em bares ou a jogatina desvairada.
Portou-se a vida toda com uma classe exemplar, comportamento exigido à maioria das senhoras da sua estirpe.
Acompanhou a derrocada de algumas amigas, que viam seus casamentos ruírem e no final acabavam divorciadas, solitárias e muitas vezes necessitando mendigar uma pensão para o ex.
Graças a Deus ela sempre fora independente. Tinha suas economias, nunca foi de viver na barra do marido. Olhava pra trás e se orgulhava do que conseguiu com o esforço de seus braços.
Nunca fora insensível, amava seu marido, porém após tantos anos, eram mais amigos do que amantes. As noites quentes de outrora foram se transformando em momentos mornos, quiçá frios.
Há muito o sexo deixou de ser prioridade em seu relacionamento, tinha a total convicção que mais por sua culpa do que a do marido, ele até que tentou manter a chama acesa, porém ela não tinha mais o pique de antes.
O filho mais velho estava cursando o último ano da faculdade de engenharia e a mais nova começando o curso de psicologia. Logo seria só ela e o Zé, como tratava o homem que ela jurava que era o da sua vida.
Até aquela dia…
Tudo começou infantilmente, com algumas brincadeiras no expediente.
Os happy hour nas sextas-feiras foram aos pouco se tornando insuficientes e os encontros foram se multiplicando.
Claro que ela sempre levou aquilo como uma bonita amizade, até necessária, pois fora o ambiente informal de trabalho sua vida era traçada de casa para a firma e vice versa.
A coincidência de gostos, só lhes aproximava mais, acabavam lendo os mesmos livros para depois debaterem sobre a história o mesmo com os filmes, séries…
Tudo parecia normal, até que se encontraram ocasionalmente numa casa de massagem, sentaram-se lado a lado durante a sauna e começaram a reparam em seus corpos, notando que apesar da idade eles continuavam fortes e bonitos.
E naquela de um apertar os membros do outro para conferir como ainda se mostravam rijos e sentiu uma mão no seu seio e foi nesse momento que a flecha a atingiu em cheio.
Com a sauna vazia ela aproveitou a oportunidade para também tocar no seio da amiga e sentindo a cumplicidade, beijo-a ali mesmo.

Inibmort

13 de maio de 2017 at 14:45 Deixe um comentário

O FAROL # 107

Edição de Maio

Clique na foto abaixo para adquiri-lo:

O Farol 2

Para contemplar todas as edições, clique na figura abaixo:

Farol1

5 de maio de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Verdades e uma mentira

Resultado de imagem para verdade mentira

Diariamente pipocam nas redes sociais ou mesmo no vasto mundo da web, brincadeiras, desafios, jogos para entreter o usuário, seja no computador, celular ou tablet.
Recentemente o jogo intitulado “Baleia Azul” vem estremecendo os nervos de pais e responsáveis de todos os cantos do mundo.
Diz a lenda que o jogo cria uma série de cinquenta desafios até que o último exige que a pessoa tire a própria vida.
Questionando algumas crianças do por que a pessoa teria que continuar a executar os desafios, mesmo sabendo do final trágico, elas responderam que se desistissem eles seriam perseguidos pelos criadores do aplicativo.
Compreensivo pela faixa etária, não entenderem que se continuassem com as sandices dos desafios elas não seriam perseguidas, porém lembrei-as que a última prova era dar cabo da própria vida.
Ahhhhhhhhhh! Disseram ao entender que tudo não passa de uma grande estupidez, mas orientamos que caso recebessem algo do gênero procurasse a ajuda de pessoas esclarecidas.
Mas nem só de maçãs podres alimenta-se o mundo digital. Dias atrás me deparei com uma brincadeira, diria até inocente, porém de grande sacada do seu criador.
Resumidamente trata-se de uma lista com algumas verdades e apenas uma mentira daquele que deseja se expor.
Meia hora descendo, ou subindo (sei lá, nunca entendi direito como funciona o Facebook) encontrei dezena de “amigos” revelando suas verdades e dentre elas uma mentira.
Quem realmente é amigo sabia qual das alternativas era irreal, porém os conhecidos, como no meu caso, ficavam intrigados com muitas das peripécias daquela pessoa.
Curiosos que somos, confesso que foi muito divertido saber um pouco mais da vida alheia e olha que algumas pessoas foram fundo e confessaram histórias do arco da velha.
Aproveitando-me dessa onda, vou colocar aqui algumas verdades do que andei fazendo nesses meus quarenta e dois anos e apenas uma mentira que estarei revelando semana que vem:
– Meu pai tem sete irmãos e minha mãe oito, todos casados e com filhos e até hoje todos os parentes dizem que fui o mais terrível de todos os meus primos.
– Dos oito aos dez anos não dormia de jeito nenhum na minha cama, era só fechar os olhos e me deparar com pesadelos horríveis, até que minha mãe foi em uma benzedeira e deu um “banho” de sol com sal grosso no meu colchão para espantar um espírito que teimava que aquela cama era dele.
– Fiquei acordado por mais de trinta e seis horas na última Gincana da Boate Fênix, aonde era um dos líderes da Turma 1, a recompensa foi a vitória.
– Em 1994 meus amigos me homenagearam numa camiseta de um bloco que estampava uma cédula e seguia com os dizeres: “Tudo que abunda não disbunda” ou algo do gênero, acusando-me de mercenário. Também Fizemos um bloco com cédulas na camisa, porém criticando a real situação do nosso país. Consequência: levamos o troféu de campeão.
– Sou presidente de um Centro Espírita, aonde dou palestra há mais de quinze anos.
– Uma piranha (peixe) mordeu a palma da minha, naquele local que não conseguimos morder.
– Já tive três namoradas ao mesmo tempo, porém hoje estou com a minha esposa há 22 anos.
– Tomo um litro de leite todos os dias.
– Nunca fui numa zona de meretrício.
– Jogava futebol de salão descalço, no tempo que a bola era bem mais dura que a de hoje.
– Não posso tomar uísque que viro macaco, porém tomo vodka pura sem me causar muitos problemas.
– Nunca quebrei um osso do meu corpo.
Caramba! Já acabou o espaço… faria isso o dia inteiro rsrsrsrs
Bem… tentem descobrir aonde estou mentindo, semana que vem eu conto.
***
Dica: quem tem Facebook, faz a sua lista com verdades e mentira e marca o meu nome (Reinaldo Trombini Junior) para que eu possa ler.

         Inibmort

29 de abril de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

Adolescência

Resultado de imagem para ozzy

A vida é assim mesmo, num minuto nos transforma de meros coadjuvantes a ilustres conhecidos.
Foi o que aconteceu comigo e com certeza acaba ocorrendo com quase todas as pessoas na adolescência.
Não que eu era uma pessoa introvertida, longe disso, sempre gostei de “aparecer”, seja no time do interclasse, nas apresentações das datas comemorativas ou mesmo liderando um bloco de carnaval.
Porém quando o assunto era namoro, a coisa demorou um pouco pra engrenar.
Por ter nascido em março, na maioria das turmas dos anos letivos eu era sempre um dos mais velhos da sala.
Como tinha espelho em casa, desde cedo percebi que minha aparência mais ajudava do que incomodava. Principalmente depois que deixei o cabelo crescer.
E por falar em cabelo comprido, a história de Sansão e Dalila tem algum fundo de verdade, pois quantos garotos tímidos se tornavam extrovertidos após o crescimento de suas madeixas.
Amigos que pouco ou nada falavam, tornavam-se o centro das atenções logo que seus cabelos começavam a atingir a altura do ombro.
Não posso garantir com cem por cento de precisão, mas o fato de ser roqueiro também dava uma mão.
As roupas pretas, camisas de banda, os tênis de cano longo, nos davam um ar diferenciado.
Qual garota não reparava naquele sujeito “rebelde”.
Lógico que de rebelde eu não tinha nada, na verdade sempre fui muito bom filho, tirava boas notas, estudava dois períodos, sempre respeitava os horários.
Fui motivo de chacota durante um tempo em consequência desse bendito horário. Quantas vezes fui surpreendido pelo relógio da Matriz a badalar dez vezes às vinte duas horas, que era o horário combinado com meus pais para estar em casa. Vira e mexe lá ia eu correndo feito um doido, como uma Cinderela, pra chegar em casa a tempo e não levar uma bronca.
Porém graças a esses esforços consegui conquistar a confiança dos velhos.
Feito meus quatorze anos, que era a idade pra frequentar os bailes, nunca mais foi me cobrado horário para chegar em casa. Mais sorte teve meus irmãos, afinal se o mais velho pode chegar tarde porque eles não podiam?
Entretanto o que venho contar aqui hoje foi um episódio ímpar da minha juventude. Episódio esse que me fez reavaliar meus valores.
Tudo ocorria bem no curso técnico de Processamento de Dados, que eu fazia no Instituto Americano de Lins (IAL) além de fazer o que eu gostava, contava com uma ótima turma, que mesclavam pessoas de uma diversidade cultural e socioeconômica.
Filhinhos de papai que viviam o fino da vida e trabalhadores que ralavam o dia inteiro e se esforçavam a noite para conseguir um diploma muito cobiçado na época.
Confesso que nunca fui filhinho de papai, porém a vida não me era tão pesada assim.
Dentre os amigos que fiz durante o curso, uma garota se tornou especial e começamos a namorar.
Pessoa maravilhosa, inteligentíssima, carinhosa e principalmente amiga. Mesmo com toda a dificuldade em conseguirmos tempo para ficarmos juntos, afinal eu só conseguia vê-la durante as aulas, o namoro ia bem.
Contudo eu acabei traindo-a com uma antiga namorada daqui da cidade.
E durante uma aula de biologia, sem entender o porquê da pergunta que a professora me fez, se eu sabia o que era bigamia, foi que percebi que alguém tinha revelado esse meu deslize.
Infelizmente ela nunca mais me aceitou como um namorado, continuamos amigos e até hoje ainda mantemos contato nas redes sócias.
Porém naquele dia eu aprendi que nenhuma mentira se mantém por muito tempo oculta e principalmente que devemos respeitar as pessoas que queremos bem e principalmente quando assumimos um compromisso.
Nem preciso comentar com que cara eu fiquei durante aquela aula de biologia…
***
Dica: Ouça o disco “Acoustica” dos Scorpions, se possível assiste ao DVD. Música que agradará todas as tribos.

            Inibmort

22 de abril de 2017 at 18:38 Deixe um comentário

Ermitão

Resultado de imagem para ajudando

De repente ele resolveu jogar tudo pro ar, saiu do Facebook, apagou os grupos do Wattsapp, não assistia mais jornal, muito menos os lia.
Cansou de tanto sofrimento alheio, tanta dor.
Queria ficar longe dos chororos que os “amigos” postavam nas redes sociais, cansou das mesmas mensagens compartilhadas nos diferentes grupos.
Não lhe interessava se ia ou não ter festa, baile ou qualquer evento, mesmo que as crianças estavam passando necessidade.
A partir daquele momento pouco importava se a reforma da previdência ia fazê-lo trabalhar até a morte.
Que diferença fazia se o vice do presidente que sofreu impeachment estava interessado em destruir a nação.
E pior ainda, ouvir os insultos das mesmas pessoas que o colocaram no poder.
Acreditava que ninguém é totalmente mau e por outro lado estava muito difícil de encontrar Santos nos dias atuais.
Porém aquela enxurrada de maus agouros acabava com sua paz.
Infelizmente ainda não podia se isolar, pegar sua trouxa de roupa e se alocar num rancho qualquer bem longe da população.
Tinha uma família, fazia parte daquela sociedade, entretanto começou a estabelecer algumas regras para facilitar o convívio com aqueles que lhes eram caros.
No primeiro desvio que uma conversa sua com outra pessoa dava pro baixo astral, ele logo invocava os três crivos de Sócrates.
Quando começavam a lhe indagar:
– Ah! Você viu o que fulano fez?
Automaticamente ele lançava uma nova questão:
– Por favor, antes de me dizer o que ele fez, confirme se tem certeza que essa história é verdadeira? É sobre bondade ou se tem alguma utilidade?
Lógico que com isso ele foi perdendo amigos, porém foi ganhando cada dia mais tranquilidade.
Pouco se interessava se o dólar estava alto ou se a bolsa tinha caído.
Muito se enganavam aqueles que pensavam que o nosso amigo não se importava com o futuro, muito pelo contrário, sem que ninguém precisasse saber ele fazia uma infinidade de serviços beneficentes.
Desde visitar os velhinhos nas casas de repouso, até auxilio financeiro às famílias carentes.
A transformação não veio da noite para o dia, de acordo com o que ele ia vivenciando e deixando de observar ele ia crescendo moralmente.
Aqueles amigos que o privaram da sua companhia nunca mais retornaram, todavia ia se formando a sua volta uma gama de novas almas, pessoas que iam aprendendo com aquele homem, muitos tentaram seguir-lhe os exemplos, poucos conseguiram.
Afinal, arraigados na matéria o bicho homem tem dificuldades em se isolar do que lhe chama a atenção, daquilo que lhe atiça a curiosidade.
Quantos já tentaram deixar o vício, mesmo que seja o da língua e não conseguiram.
Só o tempo pode curar os estragos que uma acusação jogada ao vento pode causar.
Entretanto quando estamos dispostos a uma mudança drástica em nossas atitudes, com o intuito de evoluir, o primeiro passo é nos afastarmos daquilo que está nos fazendo mal e consequentemente adquirir experiência para moldar nossos novos passos e começarmos a caminhar numa direção que não terá mais volta: na direção da Luz.

***
Dica: Seguir os ensinamentos de Santo Agostinho, que analisava seus dias sempre antes de dormir.

                    Inibmort

15 de abril de 2017 at 15:00 Deixe um comentário

Assédio

Resultado de imagem para assédio

Imagem Google Images

Esta semana tivemos a notícia que um dos atores do alto escalão de uma rede de TV foi acusado por uma funcionária de assédio sexual.
Assunto delicado esse, que ao chegar aos meus ouvidos duvidei da veracidade, como tudo que explode no meio digital tem um pezinho na imaginação, eu fui conferir em sites íntegros se o assunto era mais um viral das redes sociais ou se a informação tinha mesmo procedência.
Mais estarrecido fiquei quando me deparei com a defesa do ator que declarava em uma carta aberta que tinha mesmo feito o que estavam o acusando, contudo usava como defesa que tudo era uma simples brincadeira.
Não é de hoje que nós, seres do sexo masculino somos criados desde a tenra idade para interagirmos de maneira, diria no mínimo suspeita, com as mulheres.
Qual pai, tio, avô que não instruem seus rebentos a utilizar de subterfúgios para conquistar a atenção de uma moçoila.
Do tradicional assovio de “fiu fiu” às cantadas indignas.
Cantadas essas que se transformaram em folclore pelas inúmeras anedotas direcionadas aos nossos colegas da construção civil.
Não se vai longe quando o comediante Renato Aragão, no dominical programa “Os Trapalhões” utilizava das belas figurantes e mesmo atrizes convidadas como alvo dos seus traquejos machistas.
Quem se acostumou a seguir o jornalístico de esporte “Jogo Aberto” na TV Bandeirantes, no horário de almoço vê um dos apresentadores, o “craque” Denilson a disparar diariamente sua metralhadora de galanteios à sua companheira Renata Fan e todas outras mulheres que dão o ar da graça durante o programa.
Que crescemos cercados de exemplos de como o “macho” deve se comportar, isso é a pura realidade. Se temos que continuar seguindo as regras que vem desde a época das cavernas aí vai da evolução e educação de cada um.
Eu trabalhei em um ambiente com mais de noventa por cento de mulheres, nesses últimos tempos era o único homem no quadro de funcionários de quase trinta pessoas.
Pergunte se alguma vez eu agi de modo descortês com alguma colega. Moro em Getulina há mais de trinta anos e desde que assumi um compromisso com a mulher que hoje é minha esposa, todos os dias me orgulho do respeito que tenho com ela e também por todas as outras mulheres que cruzam o meu caminho.
Não quero de nenhuma forma posar de santo, porém apenas pus em prática o que aprendi dentro do meu lar, graças a educação e exemplo que recebi dos meus pais.
Lógico que as mulheres merecem elogios, ninguém está aqui dizendo que devemos evitá-las, porém existe momento, lugar e principalmente consentimento.
Quantas vezes nós presenciamos nossas esposas, namoradas, irmãs, mães, amigas a dedicarem horas em cabeleireiros, manicure, com maquiagem, roupas, sapatos para estarem bem com o ambiente e consigo mesmas.
Porém o que não me desce é ver velhos babões a direcionar às mesmas um turbilhão de frases feitas como se fossem homens maravilhosos.
Muitos não sabem, mas assédio é crime!
Já passou da hora de mudarmos as regras, de começarmos a agir com mais decência, respeito, honradez, não só com as mulheres, mas com todas as pessoas do nosso convívio, independente de credo, raça, cor, orientação sexual…
Se queremos ter os nossos direitos, devemos compreender o irmão que segue ao nosso lado, ninguém é igual a ninguém, ninguém é perfeito, entretanto podemos tirar o melhor de cada um.
Por fim, de acordo com as voltas que o mundo dá vemos uma certa inversão de valores e se você mulher gosta de assediar, saiba que está dando força pra perpetuação desse gesto repugnante.

***
Dica de um filme: Assédio Sexual com Michel Douglas e Demi Moore. O filme nem é tão bom assim, mas mostra o outro lado da moeda.

                      Inibmort

9 de abril de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Posts antigos


Dabun’s Page


Desde 28/07/2.009

Estatísticas

  • 320,037 acessos