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A Escola dos meus filhos

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Foi com uma grande alegria que semana passada recebi do meu “Ratinho”, como chamamos carinhosamente o nosso caçula, um convite para Exposição sobre Dinossauros que aconteceria na sua escola, a EMEIF” Padre Cornelis Adrianus Van Gils”.
Ignorando os superlativos exaltados por minha esposa, que trabalha na escola, em razão da magnitude do projeto, lá fui eu, esperando encontrar projetos consoantes a idade dos alunos daquela instituição.
Surpresa maior eu tive ao adentrar a primeira sala temática, com um corredor que revelava a origem do universo, com um Sol tentando vencer a escuridão em meio ao nascimento de planetas. Adentrando a sala nossos olhos e ouvidos encontraram uma demonstração da vegetação pré-histórica, envolta com um vulcão a expelir lava, dinossauros das mais diferentes gamas e até o áudio dos sons guturais expelido pelos mesmos.
Mais a frente nas próximas salas, além do reconhecimento das espécies narrada pelos alunos, ainda assistimos um curta metragem em três dimensões sobre a história de um filhotinho de T-Rex.
Especialmente pra mim, o melhor ficou para o final, pois me encantei com três fantoches dos extintos répteis, que em comunhão com um dos professores conseguiram tirar gargalhadas desse amigo que vos fala.
O bônus é enfiar as mãos num líquido viscoso e tentar adivinhar a espécie que está escondida ali. E o passeio não terminava sem um mimo. Um pequeno dinossauro para montarmos em forma de quebra-cabeça.
Parabenizo aqui todos os responsáveis pelo evento, que me remeteu às feiras de ciências da extinta FAL (Faculdade Auxilium de Lins), decorrente da grandiosidade e beleza com que tudo foi confeccionado.
Nesta semana, exatamente na quarta-feira, recebi outro convite, dessa vez do meu mais velho. Encerrando o ciclo do ensino fundamental ele e seus colegas de quinto ano receberiam o certificado de conclusão de curso.
Mais uma vez direção, coordenação e professores não mediram esforços para proporcionar aos pais, familiares, amigos e alunos muito mais que uma simples cerimônia, mas uma grande festividade.
Com apresentações teatrais e musicais, além do momento único em que o aluno recebe das mãos de seu professor o Certificado, tudo estava muito bonito e se cabe a palavra: “profissional”.
Mais uma vez exalto minha preferência, que não foi o momento em que meu garoto encerrou a apresentação dedilhando o teclado com duas músicas, mas sim o vídeo produzido com os formandos. Confesso que fui tomado por lágrimas, afinal são 7 anos de convivência entre as quatro classes homenageadas.
Principalmente por que nesse momento outro pensamento bailava em minha cabeça, o da despedida.
Infelizmente alguns desses alunos, inclusive meu filho, vão se desgarrar da companhia dos amigos e partirão para uma escola particular.
Não foram poucas as discussões que eu e minha esposa tivemos ao tomar essa decisão, porém a razão prevaleceu e achamos melhor ele não continuar no ensino público.
As causas são variadas, e está muito longe de se referir simplesmente a clientela, afinal ele estaria envolto com os mesmos alunos que vem estudando desde os primeiros anos escolares. Entretanto o que mais nos preocupa é o corpo docente, que está cada vez mais escasso.
Acompanhamos constantemente professores lecionando matérias ao qual não possuem o certificado para tal ofício e, sobretudo a quantidade de aulas que ficam sem ser ministradas pela falta do educador.
Se por um lado a educação proferida pela municipalidade mostra seus méritos cada vez mais conceituados, estamos acompanhando as escolas estaduais, aonde eu e minha esposa passamos por todas as etapas, se deteriorando cada dia um pouco mais.
Não foram poucas as vezes que sugeri que nós pais, não poderíamos deixar as coisas como estão e participarmos efetivamente da vida escolar, caso nossos filhos ficassem na escola pública, mas infelizmente, como conhecedora do meio, minha esposa me convenceu que por enquanto o melhor são as escolas particulares.
Ainda bato na tecla e tenho certeza que diretores, coordenadores e professores ao qual o ensino estadual encontra-se sob a sua responsabilidade, estão se esforçando para que suas instituições voltem a ter o mesmo prestígio das áureas épocas e que pra isso, os mais interessados devem unir forças para que possamos ter novamente um ensino de qualidade.

                   Inibmort

15 de dezembro de 2017 at 9:00 Deixe um comentário

Vídeo Game

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Hoje vou falar de mais uma paixão; o vídeo game.
Eu ainda morava em Lins, consequentemente tinha menos de 10 anos, quando vi um pela primeira vez.
Era um Intelevision, presente da madrinha do meu irmão. Continha apenas 10 jogos e os gráficos se resumiam a pauzinhos e quadradinhos na tela, mesmo assim aquilo despertou algo dentro de mim.
O tempo foi passando e fui adquirindo outros consoles, um Atary e anos depois um Odissey, ambos usados, mas em ótimos estados.
Nunca vou esquecer o dia em que meu coração disparou ao me deparar com uma imagem ao passar defronte à saudosa Casas Pernambucanas.
Exibia-se em um dos televisores o jogo Megaman, num console de 8 bits da Nintendo, também reconhecido como Nitendinho. A revolução dos gráficos esdrúxulos das gerações passadas, para aquelas cenas multicoloridas e com gráficos impressionantes, fez com que eu pentelhasse meu pai até o dia em que ele compraria o aparelho.
Recordo-me que eu possuía uma quantidade ínfima de jogos, afinal não eram nada baratos. Outro problema era o controle, diferente da maioria dos consoles que o joystick se desconectava, naquela máquina desenvolvida pela CCE ele era ligado.
Enquanto a galera detonava os controles e compravam outros eu tinha que pegar leve ou então quando acontecia de quebrá-lo, levar todo o vídeo game para o conserto.
Até hoje rola uma piada na família com minha cunhada Izabel Arioli, que trabalhava na loja e me dizia que eu não sabia jogar, destruía o controle e levava na loja exigindo a garantia.
Porém a fase do Nintendo passou e a nova aquisição foi um Mega Drive da concorrente SEGA.
Acho que possuí só uma meia dúzia de jogos, afinal a onda era alugar os jogos. Lembro que ia pra Lins no sábado cedo e alugava na Yutaka para devolver na segunda.
A faculdade me manteve longe dos games.
E logo após me formar eu corri pra saber o que estava acontecendo no mundo virtual.
Consultando um amigo, ele me informou que a onda do momento era o Playstation e que se eu comprasse destravado poderia adquirir uma gama de jogos por baixos preços.
Foi isso que fiz, como minha noiva e atual esposa estudava e trabalhava em Marília, eu passava a semana em casa sem ter o que fazer. Trabalhava até às 13 horas e nesse tempo ocioso, além de lecionar eu lia muito e claro jogava.
Logo descobri gravar meu próprios CDs para o Playstation. Uma grande amiga que revendia os jogos me passava em primeira mão os lançamentos, eu comprava as mídias em branco com ela e sempre que ela precisava de um jogo sabia que eu tinha uma cópia.
Os consoles ficaram de lado quando descobri como jogar no computador e a onda naquela época era baixar o maior número de jogos só pra fazerem funcionar no meu micro.
Me diverti muito nas noites em que minha esposa saia para lecionar e eu ficava jogando FIFA, The Sims, Roller Coaster, PES.
Quando meu primogênito completou 3 anos foi me oferecido um Playstation 2 por um preço bem modesto e eu não tive como recusá-lo.
Eu bem pouco consegui jogá-lo, afinal trabalhava 8 horas por dia e tinha que me desdobrar como pai e marido, contudo o pequeno foi tomando gosto pela coisa e hoje quem joga num X-Box 360 com quase 200 jogos é ele. O mais novo também já entrou na “pilha” e quer jogar os mesmos jogos do irmão.
Bem… eu estou meio afastado dos consoles, já tentei jogar alguns jogos, mas algo está me bloqueando.
Mesmo assim, tentei alguns joguinhos para celular e não é que o vício voltou.
Candy Crush e Clash Royale tomam uma grande parte do meu tempo, fora os sites de poker online.
Estudos comprovam que os jogos estimulam a coordenação motora, fazem bem para o cérebro, melhorando o nosso raciocínio, no entanto eu posso afirmar com toda certeza que mal não faz, afinal nesses mais de 30 anos eu nunca saí por aí comendo cogumelo ou socando blocos de tijolo.

         Inibmort

8 de dezembro de 2017 at 9:00 Deixe um comentário

Arrivederci Azzurra

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Na semana em que o Corinthians se sagrou heptacampeão brasileiro, um fato ocorrido no dia 13 de novembro ficará gravado eternamente na história. Para os que gostam e acompanham futebol, viu com perplexidade o empate da seleção italiana contra os suecos.
Pra quem ainda não compreendeu, explicarei com mais detalhes.
Diferente da América do Sul em que os dez países que fazem parte da CONMEBOL jogam entre si, partidas de ida e volta no intuito de somar mais pontos, aonde os quatro primeiros colocados classificam-se diretamente para o mundial e o quinto colocado joga duas partidas, em seu país e no país adversário, contra um time da Oceania para conseguir mais uma vaga para a Copa do Mundo, na Europa a coisa é um pouco mais complicada.
No antigo continente, até pela quantidade de países, as seleções são divididas em nove grupos de seis times, aonde depois dos jogos de turno e returno classifica-se o primeiro colocado e o segundo joga uma repescagem com outro segundo lugar, também em jogos de ida e volta.
Se o amigo leitor encontrava-se em outro planeta, não deve ter acompanhado a eliminação da seleção tetracampeã mundial. Após perder o primeiro jogo na Suécia de 1 x 0, os italianos não conseguiram fazer um mísero gol em casa, cedendo um empate e perdendo a vaga do Mundial da Rússia que irá acontecer o ano que vem.
Atrás apenas do Brasil que jogou todos os mundiais, a Itália só não participou da primeira Copa do Mundo em 1930 no Uruguai, por motivos do alto valor e do cansaço que a viagem proporcionaria aos seus atletas, pode-se somar também a desconfiança desse evento primário. Será que daria certo? Existiria um segundo mundial???
Tanto deu certo que em 1934 a própria Itália sediou o evento, na qual sagrou-se campeão, quatro anos depois repetia o feito na França. O Técnico Vittorio Pozzo é o único bicampeão das Copas.
A segunda vez que a seleção italiana não participou do Mundial foi em 1958, na Suécia, quando não conseguiu a vaga nas eliminatórias.
Em 1970 no México a esquadra azurra como é reconhecida pelas cores do seu manto, faria a final contra um dos mais brilhantes elencos da história desse esporte. Não a toa o time de Pelé, Tostão, Rivellino e companhia enfiou quatro tentos a um nos bambinos e o Brasil tornar-se-ia o primeiro tricampeão mundial e empossara-se eternamente da taça Jules Rimet.
Já em 1982, na Espanha, a Itália daria o troco e eliminaria uma das mais brilhantes seleções que já representou nosso país num Mundial. Craques como Zico, Sócrates, Falcão não conseguiram segurar o centro-avante Paolo Rossi que naquele dia fatídico anotou três gols e classificou a Azzura para semifinal aonde eliminou a Polônia por 2 x 0 e venceu a Alemanha Ocidental na final por 3 x 1.
Mais uma vez os tricampeões estariam frente a frente numa final de Copa do Mundo, dessa vez nos Estados Unidos no ano de 1994. Eles tinham o melhor do mundo: Roberto Baggio, nós contávamos com Zinho, Mazinho, Bebeto, Romário. Lá atrás uma das melhores defesas que uma seleção canarinho já teve, resultando empates consecutivos de 0 x 0, tanto nos noventa minutos, quanto na prorrogação.
O destino escolheu Roberto Baggio, o maior nome em campo para errar a penalidade e dar, após vinte e quatro anos, o quarto título mundial para o nosso país.
Em 2006 a desacreditada “bota”, reconhecida pelo formato do seu mapa, chegava a Alemanha (já unificada), como um mero coadjuvante, tanto que sofreu para se classificar na primeira fase, sofreu um pouco mais para eliminar a Austrália nas oitavas, se soltou nas quartas e venceu a Ucrânia por 3 x 0.
Venceu a arqui-rival Alemanha com dois gols na prorrogação e fez uma final dificílima contra os franceses. Um a um no tempo normal, nenhum gol na prorrogação e mais uma vez a Itália decidiria um Mundial nos pênaltis.
Sem o craque Zidane, que fora expulso minutos atrás, após dar uma cabeçada em Materazzi, os franceses não conseguiram converter todas as cobranças e a Itália sagrar-se-ia tetracampeã mundial.
Nas Copas da África do Sul em 2010 e do Brasil em 2014 os italianos não conseguiram passar para a segunda fase, demonstrando a decadência de sua seleção. O ponto crucial foi na penúltima segunda-feira aonde não conseguiu a vaga para a Rússia.
Nós como apaixonados pelo esporte bretão, vamos sentir falta da Azurra, porém outra seleção que não carimbou o passaporte foi a Holanda, vice-campeã em 2010 e terceira colocada em 2014, porém essa história fica para um outro dia.

               Inibmort

24 de novembro de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Internet

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Já comentei algumas vezes que sou da geração que viu a internet chegar e se tornar acessível às pessoas comuns.
Digo isso por que muito antes de nós, pobre mortais adquirirmos os barulhentos modens que chiavam durante a conexão de 56 kbps, os grandes empresários e um pessoal mais gabaritado já utilizava os serviços da grande rede.
Me recordo que antes de ouvir ou ler alguma coisa sobre um mundo conectado eu presencie em São Paulo, num CPD (Centro de Processamento de Dados) de um dos supermercados de propriedade de um tio, a mágica dos inúmeros endereços que ele podia visualizar naquela época.
Se não me falha a memória, ele já tinha acesso às condições climáticas, a relação de filmes que estavam em cartaz em alguns cinemas, acho que da bolsa de valores, além do controle das suas filiais. Nada de telas coloridas e desenhadas, o que se via eram apenas letras e números verde num fundo negro. Planilhas ou gráficos simples e feios.
Foram pouquíssimos minutos defronte àquele monitor, porém para uma mente que já vinha programada a aceitar de bom grado os bits e bytes da vida, era o início de um sonho.
Na verdade o primeiríssimo contato que tive com um computador, foi quando comprei uma revista em quadrinhos e na quarta capa vinha estampado um Exatinho, prêmio de uma promoção.
Não posso garantir com exatidão, todavia o poder de processamento daquele micro não seria páreo ao primeiro dos iphone, contudo foi paixão a primeira vista, eu malemá sabia o que aquilo fazia, mas uma coisa eu podia garantir… É isso que eu quero!
Os três anos de curso técnico, me deram a certeza que era esse mesmo o caminho que eu queria seguir. Foi durante a faculdade que eu pressenti que estava à frente da maioria dos meus colegas. Enquanto muitos estavam só interessados em um diploma, eu só matava aula pra me trancar nos laboratórios de informáticas e ter acesso a novidade que revolucionava o planeta: A internet, quase, como a conhecemos hoje.
Ainda não existia Youtube, Facebook, muito menos o Google, tínhamos que garimpar endereços nas revistas ou procurar um Portal, que acabava nos direcionando para outros sites interessantes. Entretanto não tínhamos a menor dúvida que o mundo se renderia àquela tecnologia.
Só dois ou três anos após ter me formado que consegui comprar meu primeiro micro. Inesquecível o chiar do modem, que era conectado às 14 horas do sábado e desligado só no finzinho da noite de domingo. Tudo isso porque nesse tempo era cobrado apenas um pulso na conta telefônica.
Ficávamos horas para baixar um álbum musical e semanas para conseguir um filme.
Até o dia que percebíamos que os “enormes” HDs (Disco Rígidos) de 4 GB (gigabytes) estavam entupidos. A solução era um gravador de CD.
Mais de vinte anos depois, confesso que continuo gravando, porém hoje não há mais necessidade de salvar música nem filmes, já os conseguimos online. O que preenchem os DVDs são fotos ou documentos.
Porém não é em todo lugar que temos acesso a internet, então colocamos as músicas em um pendrive ou num cartão SD, pois a maioria dos carros modernos não contam com leitores de CD ou DVD.
Vem sendo difundido há algum tempo um local online para armazenamento de arquivos conhecido como nuvem. Algumas empresas disponibilizam espaços em seus mainframes (computadores poderosos) para que possamos armazenar nossas informações.
Ideia maravilhosa, pois além de preservar o meio ambiente, deletando o uso de mídias físicas para o backup (cópia) das nossas quinquilharias, também nos proporciona o acesso em qualquer local do mundo aonde houver um sinal de rede.
Infelizmente essa semana quem precisou dos seus documentos armazenados na nuvem, passou por maus bocados, afinal hoje quinta-feira, dia 26 de outubro, já são mais de setenta e duas horas que estou sem internet aqui em casa.

          Inibmort

28 de outubro de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

Abelha

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Entre o colegial e a faculdade fiquei um ano e meio sem estudar nem trabalhar. Hoje entendo o porque. O Pai Maior estava me preparando para estes vinte e dois anos que se seguiram após esta época.
Porém naqueles dias vivia rodeado por amigos e lógico, namoradas.
Contudo vamos deixar as moçoilas de lado e focar nos amigos.
Nosso ponto de encontro era na frente do escritório do Rui ou na casa do John, Rodrigo Mituiti Sonehara, filho da Dirce que hoje está cuidando da floricultura.
Turma grande aquela, principalmente nas férias escolares que o pessoal se multiplicava. Entretanto quando não era férias ou fim de semana, ficávamos jogando baralho na esquina ou bolando arte. E quando eu digo arte, não estou falando em escultura, pintura ou algo do gênero, estou falando de bagunça.
Logo que apareceu alguém com carteira de motorista os passeios tornaram-se mais loucos que os outros, um dos que não me esqueço eram as visitas ao cemitério, sempre tinha um que se borrava de medo.
Mas uma das noites que irão ficar eternizadas em nossas memórias foi quando resolvemos invadir a sede recreativa da SAG de noite.
Ouvimos falar que outras turmas já tinham ido lá para nadar de madrugada, eu mesmo confessei que sabia de um buraco na cerca aonde conseguia entrar e ficar sossegadinho lá dentro com uma paquera.
O pessoal se animou, só um ou outro contestou a aventura, rebatiam que era perigoso, que a janela da vizinha dava de frente com a piscina, que o cloro poderia nos causar mal, até cair todos os pelos do nosso corpo, outros iam mais longe, poderíamos ser presos.
O pai de um dos amigos era policial e o mesmo nos assegurou que se o problema tinha a ver com lei, podíamos ficar sossegados, que ele segurava as pontas.
Combinado então, descemos pela Rua Julio Prestes e enquanto eu caminhava para mostrar a entrada “secreta”, um dos malucos escalou o muro e pulou para dentro.
Consequentemente os outros foram fazendo o mesmo, e aqueles que não conseguiam transpor o obstáculo eram auxiliados pelos demais.
Logo estávamos lá dentro, uns dez adolescentes.
Observamos a janela da casa vizinha e a luz encontrava-se apagada.
Quando menos percebi uns três já tinham caído na água. Todos foram sacando suas bermudas e camisetas e caindo só de cuecas, mas um infeliz fez questão de pular só de meia.
Tudo corria bem, tentávamos fazer o máximo de silêncio possível.
Até que uma mente brilhante falou:
– Vamos nadar na piscina média.
Todos caíram na gargalhada, afinal uma das regras da Sociedade era que a pessoa que utilizava a piscina grande não podia entrar na média.
Então o autor da piada saiu correndo e gritando feito louco e deu um pulo “bomba” na piscina.
Bem, se até aquele momento não tínhamos chamado a atenção de ninguém, após aquele ato, até quem estava do outro lado da cidade tinha nos ouvido.
Foi um tal de pegar short, camiseta, cueca, meia, tênis, tentar se vestir e correr para pular o muro.
Infelizmente um dos camaradas, que desde o começo da aventura, foi o que mais titubeou em nos acompanhar, ficou para trás e dominado pelo pânico não conseguia medir suas ações e se enrolou todo para sair.
Foi um chororô só, porém já lá fora, são e salvos o questionamos do por que das lágrimas.
Na maior cara de pau ele já calmo, virou para galera e proferiu:
– Foi uma abelha que me picou.

       Inibmort

14 de outubro de 2017 at 16:00 Deixe um comentário

Curiosidades sobre o Carnaval Brasileiro

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– O entrudo é considerado a origem do carnaval brasileiro. Há relatos históricos que mostram a realização do entrudo em Pernambuco em meados do século XVI.

– O carnaval carioca é considerado a maior festa popular de rua do mundo. De acordo com o Guinness Book, aproximadamente dois milhões de pessoas se divertem nas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval.

– A tradição de jogar água, farinha e frutas nas pessoas durante o carnaval tem origem no entrudo. Esta festa ocorria nas ruas e contava com a participação de jovens e crianças. Neste sentido, o entrudo possuía um forte aspecto de entretenimento social.

– O primeiro baile de carnaval do Brasil aconteceu na cidade do Rio de Janeiro em 1840.  Ele foi organizado por uma mulher italiana que pretendia reproduzir no Brasil um dos aspectos do carnaval veneziano.

– O primeiro rei Momo foi eleito em 1933, após um concurso organizado pelo jornal carioca A Noite. O mais interessante é que foi eleito, como o primeiro rei Momo da história do carnaval, o cantor e compositor carioca Silvio Caldas.

– Os blocos carnavalescos surgiram no Brasil na segunda metade do século XIX. Contavam com a participação de membros das elites urbanas e eram compostos por pessoas fantasiadas, carros decorados e bandas musicais.

– O primeiro bloco de carnaval do Brasil foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas. Fundado na cidade do Rio de Janeiro em 1855, teve como um dos fundadores o famoso escritor José de Alencar.

– Em 1892, o Ministério do Interior quis mudar a realização do carnaval para o mês de junho. A justificativa era que o clima era mais ameno durante o inverno, fato que geraria melhor aproveitamento e conforto aos participantes. Evidentemente que não deu certo, mas o povo acabou comemorando o carnaval duas vezes neste ano.

– As primeiras marchinhas de carnaval surgiram nos salões cariocas por volta de 1880. Foram criadas para animar a festa de forma alegre, irreverente e popular.

Vi no Sua Pesquisa

27 de fevereiro de 2017 at 15:00 Deixe um comentário

Ramones: o dia em que foram vaiados por uma plateia de 50 mil hard rockers

Por Bruce William

Uma matéria do Tenho Mais Discos Que Amigos conta quando, em 2 de julho de 1979, os Ramones tocaram no Canadian World Music Festival em Toronto, em dia que tinha como atrações principais Aerosmith, Ted Nugent e Nazareth, e como seria de se esperar, ao subir no palco e começar a mandar ver suas canções curtas e velozes, os punk rockers se depararam com um público hostil que não apenas vaiou mas começou a jogar objetos no palco. Após tocar apenas cinco músicas, os Ramones pararam de tocar, mandaram a plateia tomar naquele lugar e saíram do palco para não voltar mais.

Imagem

Johnny Ramone falou sobre o incidente: “Mais ou menos cinco ou seis músicas após o início do show, a plateia inteira ficou de pé e eu achei que tinha começado a chover. Dee Dee achou a mesma coisa, mas eles começaram a arremessar coisas na gente – sanduíches, garrafas, tudo. Aí, de repente, eu estourei duas cordas da minha guitarra de uma vez só. Eu achei que foi um sinal de Deus para sair do palco, porque eu raramente arrebento uma corda, talvez uma vez por ano. Então eu fui até a frente do palco, parei de tocar e mandei a plateia ir se foder – com as duas mãos. O resto da banda continuou tocando por uns dez ou quinze segundos até que eles perceberam que eu estava saindo, então fizeram o mesmo”.

Leia a matéria completa no link abaixo:

http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2017/01/07/ramones-v…

Vi no Whiplash

26 de janeiro de 2017 at 8:00 Deixe um comentário

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