Posts tagged ‘História’

Curiosidades sobre o Carnaval Brasileiro

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– O entrudo é considerado a origem do carnaval brasileiro. Há relatos históricos que mostram a realização do entrudo em Pernambuco em meados do século XVI.

– O carnaval carioca é considerado a maior festa popular de rua do mundo. De acordo com o Guinness Book, aproximadamente dois milhões de pessoas se divertem nas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval.

– A tradição de jogar água, farinha e frutas nas pessoas durante o carnaval tem origem no entrudo. Esta festa ocorria nas ruas e contava com a participação de jovens e crianças. Neste sentido, o entrudo possuía um forte aspecto de entretenimento social.

– O primeiro baile de carnaval do Brasil aconteceu na cidade do Rio de Janeiro em 1840.  Ele foi organizado por uma mulher italiana que pretendia reproduzir no Brasil um dos aspectos do carnaval veneziano.

– O primeiro rei Momo foi eleito em 1933, após um concurso organizado pelo jornal carioca A Noite. O mais interessante é que foi eleito, como o primeiro rei Momo da história do carnaval, o cantor e compositor carioca Silvio Caldas.

– Os blocos carnavalescos surgiram no Brasil na segunda metade do século XIX. Contavam com a participação de membros das elites urbanas e eram compostos por pessoas fantasiadas, carros decorados e bandas musicais.

– O primeiro bloco de carnaval do Brasil foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas. Fundado na cidade do Rio de Janeiro em 1855, teve como um dos fundadores o famoso escritor José de Alencar.

– Em 1892, o Ministério do Interior quis mudar a realização do carnaval para o mês de junho. A justificativa era que o clima era mais ameno durante o inverno, fato que geraria melhor aproveitamento e conforto aos participantes. Evidentemente que não deu certo, mas o povo acabou comemorando o carnaval duas vezes neste ano.

– As primeiras marchinhas de carnaval surgiram nos salões cariocas por volta de 1880. Foram criadas para animar a festa de forma alegre, irreverente e popular.

Vi no Sua Pesquisa

27 de fevereiro de 2017 at 15:00 Deixe um comentário

Ramones: o dia em que foram vaiados por uma plateia de 50 mil hard rockers

Por Bruce William

Uma matéria do Tenho Mais Discos Que Amigos conta quando, em 2 de julho de 1979, os Ramones tocaram no Canadian World Music Festival em Toronto, em dia que tinha como atrações principais Aerosmith, Ted Nugent e Nazareth, e como seria de se esperar, ao subir no palco e começar a mandar ver suas canções curtas e velozes, os punk rockers se depararam com um público hostil que não apenas vaiou mas começou a jogar objetos no palco. Após tocar apenas cinco músicas, os Ramones pararam de tocar, mandaram a plateia tomar naquele lugar e saíram do palco para não voltar mais.

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Johnny Ramone falou sobre o incidente: “Mais ou menos cinco ou seis músicas após o início do show, a plateia inteira ficou de pé e eu achei que tinha começado a chover. Dee Dee achou a mesma coisa, mas eles começaram a arremessar coisas na gente – sanduíches, garrafas, tudo. Aí, de repente, eu estourei duas cordas da minha guitarra de uma vez só. Eu achei que foi um sinal de Deus para sair do palco, porque eu raramente arrebento uma corda, talvez uma vez por ano. Então eu fui até a frente do palco, parei de tocar e mandei a plateia ir se foder – com as duas mãos. O resto da banda continuou tocando por uns dez ou quinze segundos até que eles perceberam que eu estava saindo, então fizeram o mesmo”.

Leia a matéria completa no link abaixo:

http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2017/01/07/ramones-v…

Vi no Whiplash

26 de janeiro de 2017 at 8:00 Deixe um comentário

Nove vezes Palmeiras

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Há dois anos, exatamente no dia sete de dezembro, uma massa de quase treze milhões de apaixonados, roíam suas unhas acompanhando os minutos finais do jogo da última rodada daquele Campeonato Brasileiro.
Depois de ter caído pela segunda vez em dez anos para série B, o Alviverde Imponente estava de volta à elite do futebol nacional e dependia de uma combinação de resultados para não cair novamente.
Quando o juiz Leandro Vuaden apitou o final do jogo, sob vaias de uma torcida que se mantivera fiel durante todo o campeonato, o empate com o Atlético Paranaense e a vitória do rival Santos contra o Vitória/BA, mantinha o Palmeiras na primeira divisão.
Foram épocas de vacas magras, a construção do novo estádio limitou a arrecadação, dívidas antigas faziam com que o clube adotasse o lema de pés nos chão, mesclando jogadores de renome, mas já com uma certa idade, no caso do zagueiro Lúcio, alguns medalhões como o goleiro Fernando Prass e o meia Valdívia, com jogadores não tão tarimbados.
O título da Copa do Brasil em 2012, acompanhado do descenso fez ruir as estruturas da Sociedade Esportiva Palmeiras, algo tinha que ser feito, o maior vencedor nacional não podia se contentar com títulos da segunda divisão.
Foi em 21 de janeiro de 2013 com a chegada do advogado, traider da Bolsa de Valores, ex-piloto de rali, Paulo de Almeida Nobre, que assumiria o cargo como sendo o mais novo presidente, desde Dante Delamano empossado em 1932 com 25 anos, que o Palestra começaria a ganhar uma nova cara.
Paulo Nobre encontrou uma dívida de 293 milhões de reais, o time na segunda divisão do brasileiro, que em compensação iria disputar uma Libertadores da América, com a vaga conquistada pela fatura da Copa do Brasil.
Com tantos altos e baixos, foi buscar no Audax paulista, José Carlos Brunoro, o ex-funcionário, que nos anos 90 conviveu com a parceria Palmeiras/Parmalat, porém a ideia agora era que toda renda teria que pertencer a instituição, já que não podiam contar totalmente com o estádio, afinal esse estava nas mãos da empresa WTorre que assumiu toda a construção da arena multiuso e em contrapartida teria 30 anos para usufruir das suas dependências.
O pote de ouro estava mais perto do que imaginavam. Foi com o projeto do Sócio Torcedor que começaram a presenciar as contas saírem do vermelho. Paulo Nobre também já investiu mais de 150 milhões do seus próprios recursos no clube. Com esse crescimento não foi difícil encontrar patrocinadores de peso para bancar as inúmeras contratações.
Outro ponto que diferenciou o Palmeiras dos outros times foi o enorme elenco. Em maio, no início do campeonato brasileiro o plantel contava com 38 jogadores, sendo que o próprio técnico Cuca estava acostumado a trabalhar com no máximo trinta. Contudo foi graças a esse número que o time teve peças de reposição, todas às vezes que um jogador se lesionava ou era convocado para servir a seleção do seu país.
Quando o trabalho é bem feito, colhe-se os louros da vitória e na maioria da vezes ela não vem sozinha, com a defesa menos vazada, o segundo melhor ataque, maior número de vitórias, seis pontos à frente do segundo colocado, maior média de público o Palmeiras sagrou-se campeão com uma rodada de antecedência.
O torcedor soltou o grito de Campeão Brasileiro que estava preso há 22 anos, desde 1994 quando venceu o arquirrival Corinthians. Não que esse tenha sido o último título. Em 1996 teve a melhor campanha de todos os tempos no Campeonato Paulista, quem não se lembra do time dos 102 gols, em 1998 venceu a Mercosul e 1999 sagrou-se campeão da tão sonhada Libertadores da América, 1998, 2012 e 2015 campeão da Copa do Brasil, 2000 Copa dos Campeões, Rio-São Paulo também em 2000, Campeão da Série B em 2003 e 2013 e o seu último título do campeonato Paulista em 2008.
Também recebeu o título de Campeão do Século por encabeçar as relações dos principais rankings nacionais em dezembro de 2000: Revista Placar, Jornal Folha de São Paulo, Jornal O Estado de São Paulo, Federação Paulista de Futebol e Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS).
Em tempos que a crise abate os maiores clubes do país o Palestra Itália pôde fechar 2016 com uma renda de 500 milhões de reais, algo inédito no futebol tupiniquim.
Porém dois dias após as festividades do título, um acontecimento que dificilmente será esquecido não só no país mais no mundo, redirecionou os gritos de euforia de uma única torcida, num silêncio profundo de toda uma nação.
A queda do avião que levava repórteres, os jogadores e comissão técnica da Chapecoense para Medelin, aonde o time Catarinense iria fazer o primeiro jogo final da Copa Sul-Americana caiu, matando 71 pessoas.
Sei que nada que eu disser aqui vai descrever a dor que sentimos ao receber a notícia. A comoção não só dos brasileiros, mas mundial pode não reconfortar os corações doloridos dos parentes e amigos das vítimas, porém nos mostra que o ser humano, independente de torcida, pátria ou seja lá o que nos separa, encontram-se solícitos com a dor do próximo, que o amor e o altruísmo, que muitos insistem ser cada vez mais escasso, flui nos momentos mais difíceis.
O episódio não veio tirar o brilho da conquista alviverde, veio sim comprovar que temos que viver plenamente todos os dias de nossas vidas. Chorar, rir, lamentar, se emocionar na vitória ou na derrota, afinal para o Pai Maior não existe distinção de raça, cor, credo, classe social, quando Ele chama, não adianta dizer como meu filho: “espera um pouco”, não dá tempo de arrumar as malas, despedidas, dizer “eu te amo” ou mais um grito de gol.
Dá-lhe Palmeiras, dá-lhe Chape!!!

                       Inibmort

3 de dezembro de 2016 at 15:00 Deixe um comentário

Metallica: Em 1983, o disco que mudou a face da música

Em 25 de julho de 1983, o METALLICA lançava seu álbum de estreia, “Kill ‘Em All” [conhecido por alguns como ‘Metal Up Your Ass’]. A obra é unanimemente considerada responsável por colocar o movimento thrash da Bay Area na ribalta, e suas vendas nos EUA já contabilizam mais de três milhões de cópias desde então. Dave Mustaine é justamente creditado como coautor de ‘The Four Horsemen’, ‘Jump In The Fire’, ‘Phantom Lord’ e ’Metal Militia’, apesar de ter sido substituído por Kirk Hammett três meses antes de o álbum chegar às lojas. E ainda que seja impossível apontar para uma música ruim no disco todo, a verdadeira pérola é sem dúvida o solo incendiário de baixo de Cliff Burton [R.I.P.], ‘[Anesthesia] Pulling Teeth’.

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NOTA DO EDITOR: Leia algumas das matérias que publicamos sobre o álbum no link abaixo.

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28 de julho de 2016 at 9:00 Deixe um comentário

Maltrapilho

Aqueles dias pareciam que o céu lhe pesava infinitamente mais sobre os já doloridos ombros.
Estava cansado de apanhar da vida. Por mais que procurasse uma solução, não conseguia encontrar a cura p’raquelas dores.
Tinha a consciência que conseguiria analgésicos eficientíssimos nas drogarias, porém nada que pudesse aplacar o que ele sentia.
Sua dor não era física, escondia-se entre a cabeça e o coração, também conhecida como dor moral.
Centros, templos e igrejas não foram eficazes. Não conseguia encontrar Deus em lugar nenhum.
De psicólogos a psiquiatras, das mais profundas terapias aos tratamentos mais eficazes, nada parecia conseguir espantar àqueles fantasmas que persistiam em acompanhar o seu caminhar.
O sono cada vez mais raro demorava a chegar noite após noite, nenhum prato lhe agradava mais, usava sempre as mesmas roupas, esquecera a última vez que sentira o gotejar das águas límpidas de um chuveiro.
Não que a família desistira dele, contudo ele desistira não só da família, mas de toda sua vida.
Ultrajante e ultrajado caminhava a esmo dia e noite.
Era apenas uma sombra do homem que um dia foi.
Andava sozinho, vivia sozinho, falava sozinho, se com os espíritos que riam daquele maltrapilho, se com os anjos que tentavam, sem sorte alguma, levar algum alento àquela pobre alma.
Quem o via naquelas condições jamais atentariam quem foi aquele sujeito.
Os documentos há muito desaparecido, incluía-o no rol dos indigentes, era só mais um nas estatísticas ou seria menos um?
A verdade que aquele abobado fora um dos homens mais influentes de sua época. Época nem tão longínqua assim, vinte, vinte e cinco, no máximo trinta anos se passara do ocorrido até os dias atuais.
Poucos sabiam sua história e a guardavam a sete chaves, afinal ele estava pagando pelo que fez.
Apenas um pobre anjo se importava com ele.
Dava-lhe de comer, quando conseguia tratava de sua higiene, aparava-lhe a barba, conseguia roupas…
Dentre questionamentos aquele benfeitor fazia-lhes ouvidos moucos, apenas sabia que estava fazendo a sua parte.
Um dia a história ganhou vida e se espalhou.
O mendigo era proprietário de uma vasta extensão de terra, bom coração tratava seus empregados como irmãos, amava sua esposa e esperava ansioso a chegada do primogênito.
Foi quando se deparou com os sussurros dentro do seu lar: “Esse filho que ela espera não é dele…”
Investigou e descobriu a verdade, enlouqueceu…
Largou tudo, esposa, filho, terras, bens, sumiu no mundo.
O suposto filho é o único que ainda se importa com ele.
De nada vale as escadarias que galgamos durante nossa vida, um passo em falso pode nos derrubar pra sempre, principalmente se a causa dessa queda for um coração partido!

                          Inibmort

19 de fevereiro de 2016 at 15:00 2 comentários

Playlist

Há muito ele vinha procurando uma playlist ideal para tocar no seu smartphone. Não queria nada piegas, porém algo light pra poder encostar a cabeça no travesseiro e dar uma viajada.
Deu uma revirada nos CDs antigueras, tirou a poeira dos já obsoletos vinis, lembrou de uma lista de nhentos anos atrás das fitinhas que rolavam na sua mocidade.
Foi anotando o nome das músicas que de uma forma ou de outra trazia-lhe recordações.
Lista feita era hora de arregaçar as mangas e baixar aquelas pérolas.
Foi fazendo pastinhas, separando por ocasiões, ritmos, datas e assim por diante.
Rememorou como era difícil ter as músicas que queria ouvir em remotos tempos. Ou comprava o álbum ou ficava esperando tocar no rádio e gravava na fita k7.
Agora com apenas um clique, segundos depois lá estava a canção pronta pra ser repetida zilhões de vezes, sem o menor problema de riscar ou estragar.
Contava também com a facilidade de sites que tinham as músicas armazenadas para serem escutadas online.
Podia ouvi-las no celular como se fosse um walkman ou transmitir via Bluetooth no aparelho stereo da sala ou do carro.
Fez um brinde a evolução tecnologia e colocou a primeira leva pra tocar, eram músicas da sua infância quando ainda frequentava o clube, o som de ótima qualidade com aquelas músicas na maioria remasterizadas que beiravam a perfeição fez seu coração bater mais forte, recordando as primeiras paqueras, aqueles amigos que há muito não via. As rixas do futebol, a turma do colegial, os porres iniciais, foi uma viagem no tempo.
Na segunda pasta ele aumentou bem o som e deixou fluir em sua sala o ambiente dos bailinhos dançantes, também conhecidos como brincadeiras que eram realizados nas casas. Lembrou das longas noites na danceteria, o ritmo frenético que faziam todos chacoalharem o esqueleto, aquela música lenta que o fazia estremecer ao ver a gata disponível, porém faltava-lhe coragem para abordá-la. Mais bebedeiras, mais rixas, muito mais amigos…
A próxima seleção tinha que ser ouvida no carro, afinal foi ali dentro que perdera a virgindade, que conduzira o seu grande amor pelos becos da vida, que amargou fossas incríveis. Graças às rádios FM e às fitas k7 as viagem tornaram-se mais curtas, o trânsito menos irritante.
Percebeu que sua vida, como todo filme, tinha uma trilha sonora, porém não caberia apenas num disquinho de plástico, contudo nem terabytes poderiam acomodar todas as canções que lhe fazia algum sentido.
Tinha também as músicas dos shows, noites especiais que passou com pessoas especiais. Concertos monumentais, horas do mais puro deleite. Ah música! Quanto prazer ela lhe proporcionara por todos aqueles anos.
Imaginou viver aquilo tudo sem um fundo musical, lembrou que assistira uma reportagem que mostrava cenas de grandes filmes sem trilha sonora e o resultado era devastador, o que era épico, perdia toda a graça.
Porém deixou por último a pasta derradeira. Aconchegou-se entre os lençóis, colocou os fones de ouvido, inclinou o travesseiro na altura correta, deu play e cerrou seus olhos.
Aquela era a trilha que o remetia aos amores da sua vida, cada alma que tocou a sua, cada boca que ele beijou, cada corpo que se enroscou ao seu. Engana-se em achar que só tinha música romântica, tinha samba, rock ‘n roll, samba enredo, música clássica.
Sentiu-se realizado naquele momento, percebeu que vivera e vivia uma vida plena. Que apesar de ser um homem fiel, ainda mantinha contato com cada uma daquelas pequenas doses, algumas até homeopáticas de felicidade que ajudou a escrever a história da sua vida.
Nesse momento uma pequena lágrima rolou de seus olhos, foi o bastante, desligou o aparelho e dormiu um sono profundo, mudo, surdo, sem música alguma.

                             Inibmort

22 de janeiro de 2016 at 15:00 Deixe um comentário

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