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Asteroide reforça a tese de que há um planeta escondido no Sistema Solar

Órbita estranha do corpo pode ser obra da gravidade de um planeta desconhecido.

Ele é um asteroide descoberto há três anos, chama-se 2015 BP519 e comete uma espécie de infração de trânsito cósmica: dá voltas em torno do Sol com uma inclinação de 54 graus em relação aos demais astros. Para entender, imagine o Sistema Solar como um imenso disco de vinil. As órbitas de dos planetas, asteroides e afins estão traçadas na superfície desse disco. Já esse pedregulho rebelado gira de ladinho, quase rebolando.

Não parece, mas essa particularidade torna 2015 BP519 um mistério dos grandes. Tudo que está em volta do Sol hoje – inclusive a própria Terra – se formou a partir de umas rebarbas de poeira e gás que sobraram da formação da nossa estrela. Antes dessas rebarbas se acumularem em montinhos chamados planetas, elas estavam distribuídas em uma estrutura chamada “disco de acreção”. Veja bem: “disco”. Isso explica porque tudo está em um plano só até hoje. É default; vem de fábrica.

Para um asteroide ter sido tirado desse plano contra a “vontade” do Sol, ele precisa ter sofrido uma influência gravitacional muito forte de outro astro. Fazendo as contas, dá para descobrir exatamente que tipo de astro. Qual é o tamanho dele? De onde ele veio? A que distância passou do asteroide? Qual é sua rota? Foi exatamente isso que fez uma colaboração internacional de 38 pesquisadores (ninguém disse que as tais contas eram fáceis). O resultado você vê neste artigo científico.

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11 de junho de 2018 at 10:00 Deixe um comentário

Novo exame de sangue detecta 8 tipos de câncer com 70% de precisão

O método também foi testado em 812 pessoas que não estavam doentes, para verificar o número de alarmes falsos. Foram apenas sete enganos.

O câncer, antes mesmo dos primeiros sintomas, começa a deixar rastros no sangue. Eles podem ser pequenos pedaços de DNA mutante, flutuando em meio a glóbulos vermelhos e brancos. Também podem ser proteínas com uma sequência de aminoácidos peculiar, que só poderiam ter sido fabricadas pelas células de um tumor.

Cada tipo de câncer – há mais de cem deles – deixa um rastro de substâncias diferente, um conjunto único de pegadas no seu corpo. É como quando duas pessoas, uma de chinelo e outra de coturno, pisam no cimento fresco da calçada. Agora estamos no caminho de identificar essas pegadas com uma agulhada – ainda nos primeiro estágios do tumor, quando o estrago não é tão grande e o tratamento quase sempre funciona.

É essa a promessa de um novo tipo de exame de sangue, anunciado ontem na Science. Quando aplicado a 1005 voluntários com câncer diagnosticado, identificou a doença e o órgão atingido em 70% dos casos – a taxa de sucesso variou entre 39% e 96% conforme o tipo. Tudo com um vidrinho do líquido, sem raio-x nem ressonância magnética. Entre os tipos testados, estão alguns dos mais comuns: mama, pulmão, ovário, fígado, estômago, pâncreas, esôfago e reto. O método também foi testado em 812 pessoas que não estavam doentes, para verificar o número de alarmes falsos. Foram apenas sete enganos. 

Leia mais: A Mongeral Aegon te mostra que prevenção é a melhor forma de combate ao câncer de mama

É claro que ainda há muito a ser aperfeiçoado. A precisão cai para 40% quando são considerados apenas tumores no primeiro estágio de desenvolvimento. É justamente nessa fase, em que o câncer muitas vezes é assintomático, que o método seria mais valioso. Em uma situação ideal, pessoas aparentemente saudáveis poderiam identificar tumores em exames preventivos, desses rotineiros, que fazemos para medir colesterol – e tomar uma atitude enquanto ainda dá tempo.

Seja como for, agora que a ideia está lançada, fica mais fácil desenvolver versões mais eficientes do método – e também mais baratas, que poderão ser aplicadas a uma grande parcela da população. “Esse é um dos primeiros estudos a combinar biomarcadores proteicos e DNA de tumores circulando no sangue como ferramentas de diagnóstico”, afirmou ao The Guardian Chris Abbosh, do University College em Londres, que não participou do estudo. “Também em um dos primeiros a aplicar essas ferramentas a vários tipos de câncer em um grande número de pacientes.” Atualmente, cinco dos nove tumores analisados não tem teste preventivos (no jargão técnico, rastreio ou screening) eficientes.

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23 de janeiro de 2018 at 9:00 Deixe um comentário

Por que você nunca deve beber café de barriga vazia

Uma recente pesquisa revelou que um dos hábitos mais tradicionais do brasileiro – de tomar café puro pela manhã – não é uma boa ideia

Quente ou gelado, forte ou fraco: tomar café é um dos hábitos mais tradicionais do brasileiro. Ao todo, 80% da população saboreia ao menos uma xícara por dia, segundo a Fipe. Inúmeras pesquisas já revelaram os benefícios da bebida, como a diminuição da mortalidade entre os amantes da cafeína e a proteção do cérebro contra a demência. Mas, embora não haja nada de errado no consumo constante, você deve se esquecer de bebê-lo de estômago vazio.

De acordo com uma pesquisa publicada pela revista americana Reader’s Digest, essa prática pode prejudicar o sistema digestivo, já que o café, quando entra em contato com o estômago, produz ácidos estomacais que podem danificar as paredes do próprio órgão, causando indigestão e azia.

Além disso, segundo a publicação, tomar café com o estômago vazio altera todo o ciclo circardiano do corpo. Ou seja, o relógio biológico deixa de funcionar de formar eficaz, devido à alteração nos níveis de cortisol – hormônio que mantém o corpo alerta e com energia. Parece contraditório, já que o senso comum acredita que é só por meio do café que o corpo acorda. Mas, na maioria das vezes, a bebida pode atrasar todo o funcionamento biológico para um bom começo de dia.

Segundo o médico e diretor da PushDoctor.co.uk, Adam Simon, em entrevista ao site britânico Express, essa rotina pode potencializar o nervosismo, a ansiedade e outros efeitos colaterais, incluindo alterações de humor. “O café também pode aumentar a freqüência cardíaca, irritabilidade e incapacidade de se concentrar”, completou. Ele recomenda que a prática seja alinhada com um café da manhã balanceado e saudável.

Este conteúdo foi publicado originalmente em Exame.com

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14 de novembro de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Cientistas editam genes do glúten e produzem trigo para celíacos

Em testes preliminares, pessoas sensíveis à proteína conseguiram tolerar a nova versão – que é 85% menos nociva que as convencionais

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Descobrir-se intolerante ao glúten significa dar um doloroso adeus ao pão na chapa de todas as manhãs. E à tradicional macarronada de domingo. E também aos bolos de aniversário – e a qualquer outra coisa que tiver em sua composição quaisquer traços de grãos como trigo, centeio e aveia.

Por mais que pareça exagero, é importante manter mesmo toda essa disciplina. Para quem é celíaco, consumir uma quantidade irrisória de glúten (como um pedaço pequeno de pão francês) pode ser suficiente para ativar sintomas desagradáveis, como vômitos e enjoos.

Como a lista de proibições é extensa, é normal que os intolerantes recorram a substitutos para esses quitutes. O problema é que preferir outros ingredientes não costuma ser uma escolha tão prazerosa, já que é graças ao glúten que achamos esses carboidratos tão gostosos. E a explicação para isso está justamente em sua composição: o glúten contém dois tipos de proteínas, as gliadinas e gluteninas, que garantem critérios como a extensibilidade e elasticidade da massa – e deixam pães e bolos com aquela aparência firme, mas fofinha.

Gliadina dá, gliadina tira. Além de garantir a consistência do pão, a proteína também contém a maior parte dos componentes nocivos aos celíacos. Moléculas não digeridas de gliadina, ao entrarem com contato com sua mucosa intestinal, causam um processo inflamatório que dá início aos sintomas.

A boa notícia é que um novo estudo espanhol se propôs a dar um fim neste dilema. Conforme descreveram no jornal Plant Biotechnology, os pesquisadores conseguiram editar geneticamente o glúten para remover parte de suas gliadinas – e desenvolver um trigo menos nocivo para quem tem doença celíaca ou intolerância.

Utilizando a técnica CRISPR (sigla em inglês para Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas) os cientistas inutilizaram 35 dos 45 genes do trigo responsáveis por produzir a gliadina. Isso possibilitou a criação de um novo trigo – que despertou uma reação imune 85% menos intensa.

O retorno humano, ao menos no primeiro momento, também foi bastante favorável. Segundo disse Francisco Barro, um dos autores do estudo, em entrevista à New Scientist, o pão feito com o trigo geneticamente modificado conseguiu ser tolerado por 20 cobaias sensíveis ao glúten.

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3 de outubro de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Consumir álcool pode te deixar mais saudável

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Após entrevistar 320 mulheres entre 35 e 69 anos que já haviam sofrido ataques do coração, o periódico americano Archives of Internal Medicine publicou recentemente um estudo que demonstrou que aquelas que ingerem uma dose de álcool por dia têm menor propensão a desenvolver doenças cardíacas ou ter pressão alta em comparação com mulheres saudáveis da mesma idade. Em homens, no entanto, o efeito é o contrário: consumir álcool regularmente faz aumentar as batidas do coração.

21 de agosto de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Você sabia que nasceram no Brasil morcegos siameses? Conheça a história!

Em Viana, Espírito Santo, nasceram em 2001 dois morcegos gêmeos siameses. A história teve grande repercussão na época porque os irmãozinhos compartilhavam o mesmo corpo. Não se sabe exatamente quanto tempo levou para que os dois irmãozinhos falecessem após o nascimento, porém seus corpos foram colocados em uma solução de 70% éter para serem preservados. Agora a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) está estudando estes corpinhos, fazendo radiografias e tentando entender sua formação.

Os exames mostram que os irmãozinhos possuem duas cabeças e dois pescoços, porém tiveram formados apenas um par de membros superiores e um par de membros inferiores. Eles também tem cada um seu conjunto de vértebras até o ponto em que elas se unem. Também foi descoberto que eles possuem apenas um pênis, porém cada um tem seu coração independente. Sua espécie possui mais de 21 variações diferentes na América do Sul e América Central, porém este é apenas o terceiro caso de morcegos siameses.

Então, já conhecia esta história? O que achou dos morcegos siameses? Comente! 😀

Vi no Tricurioso

1 de agosto de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Inteligência artificial pôs à prova psicografia de Chico Xavier

10 de julho de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

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