Homem não chora

Quem disse que homem não chora…
Homem chora sim. E não é só quando seu time toma uma goleada na final do campeonato ou quando dá uma topada com o dedão na quina da mesa.
Homem deve chorar sempre que lhe aprouver.
Quem não ficou com nó na garganta no final do “Velozes e Furiosos 7”.
E quando a TV anunciou a morte dos meninos do Mamonas Assassinas.
Vem de tempos essa coisa de que homem que chora é maricas.
Tá comprovado cientificamente que chorar faz bem pra saúde. Que é ruim ficar ocultando os sentimentos, que a gente tem mesmo que despejar aquilo que está borbulhando por dentro.
Nada de ficar engolindo em seco, tem que gritar, esbravejar, por pra fora.
É claro que devemos analisar o modo como vai se fazer isso.
Um passo em falso lhe transforma de viking a princesa do sapato de cristal.
Homem não pode ficar o tempo todo chorando, reclamando, berrando como um bode velho, tem que ter estilo.
Mulher nenhuma coisa de homem muito sentimental, que chora porque queimou o dedo fazendo pavê.
Pra começar homem não faz pavê, faz aquela coisa com bolacha, tá ligado?
Não chora porque furou o pneu na chuva. Desce e troca o pneu, foda-se que vai molhar o banco do carro, o importante é conduzir a garota sã e salva.
Macho que é macho não chora quando o mocinho fica com a menina no fim do filme, nem quando o amigo do mocinho toma um tiro.
Também não chora porque tá com frio, ogro não sente frio. E ainda por cima tem que se ligar que se estiver de blusa e uma garota, por mais feia que seja, não tenha uma é dever tirá-la e emprestar para senhorita.
Conan não chora em casamentos, mesmo que a noiva seja a grande paixão da sua vida ou pior se é você quem está casando. Já pediu, marcou a festa, comprou casa, móveis, então já se ferrou mesmo, não adianta chorar.
No nascimento do filho só pode se for de alegria, porque se for de arrependimento Deus tá vendo.
Formatura do filho pode, noivado da filha não… bom se for de ódio… pode ser.
Ficar chorando abraçado a foto da ex também não é legal. Já que tá solteiro mesmo, bota uma roupa legal, dá um tapa nesse cabelo e vai a caça. #fica a dica
Velório tá liberado, nada de ficar segurando choro, se não quer chorar pelo defunto aproveita a ocasião e chora por outras coisas, assim você não precisa explicar o porquê desse chororô.
Perdeu grana no jogo, comprando droga ou alguma aposta e não tem como pagar, dependendo pra quem for não adianta chorar, pega suas coisas e foge sem deixar rastro.
Perdeu o emprego, chora, se era emprego ruim, comemora. Perdeu a mulher… é a mesma dica.
Bem, brincadeiras a parte, não importa se você tá mais pra Hulk do que pra Pantera cor de rosa, tá mais que comprovado que chorar faz bem, alivia a pressão, acalma os nervos, previne de vários males, ajuda a diminuir o colesterol ruim, isso é faz muito bem pra saúde.
Então vamos parar com essa besteira que homem não chora. Chora sim e ainda por cima tem uma vida mais saudável.

                             Inibmort

22 de maio de 2015 at 14:57 Deixe um comentário

Emma Stone

Esta gata vem provando que tem mais talento do que beleza:

Via Google Images

22 de maio de 2015 at 8:35 Deixe um comentário

Vocalista: dez razões pelas quais os demais integrantes o odeiam

 

Por Bruce William

É incômodo e algo sobre o qual poucos músicos falam abertamente, mas o comportamento inapropriado do vocalista em uma banda de rock pode atingir dimensões nunca imaginadas. Vamos descrever a seguir algumas das várias possibilidades que podem ser apresentadas:

Imagem

Síndrome de vocalista principal

Chega um ponto onde o vocalista passa a se comportar de uma maneira que deixa todos envergonhados, e se torna um ególatra controlador. Não se conhece cura para isto, que é chamado LSD (em inglês, “Lead Singer’s Disease” ou “A doença do vocalista principal”).

Traje de palco inapropriado

No último instante, seu vocalista surge no palco usando algo totalmente inapropriado para a banda. Pode ser desde cabelos verdes, um bigode ou até mesmo uma saia escocesa.

Sou o vocalista, agora também sou o produtor

Eventualmente o vocalista começa a dar ordens sobre como a banda deve tocar durante os ensaios. Mas é quando eles entram em estúdio que ele passa a acreditar que se tornou um gênio na arte da gravação, usando frases como “eu acho que a guitarra deveria soar tipo duh duh duh duh, chunka chunka chunka…”

O atrasadinho

Se for um ensaio, seu vocalista pode simplesmente nem aparecer, e dirá algo tipo “vocês precisam trabalhar para soarem mais coesos”. Mas o que realmente irrita é quando ele aparece de forma triunfal mas atrasado em um show importante, forçando a banda a fazer uma introdução de vinte minutos até que ele resolva dar as caras.

Vocês carregam os equipamentos, eu apenas canto

O vocalista nunca ajuda a carregar os equipamentos e sequer leva um microfone. Ele passa galopando feito um cavalo e cantarolando alguma coisa enquanto seus colegas de banda quase rasgam as calças ao transportar os pesados amplificadores de um lugar para outro.

Vamos batizar a banda com meu nome

É muito comum um vocalista achar que o melhor nome para a banda seja o seu último sobrenome. Isto cria situação onde bandas levam nomes como Os Silvas, Os Santos, Os Rochas, Os Nascimento etc.

Eu escrevi esta canção

Vocalistas adoram dizer aos fãs que são os autores de uma música, mas se esquecem de explicar que apenas escrevem as letras, e muitas vezes até tiveram ajuda pra isto.

Fiquem atrás de mim

Durante sessão de fotos, e sem avisar, o vocalista de repente pula para frente de toda a banda para parecer maior e mais importante. Depois ainda abre o braço para ocupar todo o espaço da foto.

Eu sou o cara que tem o microfone

Quando dá na telha e ele resolve soltar o verbo em pleno palco, suas opiniões podem interferir seriamente com a banda. Pode ser desde algo de natureza política ou mera provocação para um vocalista de outra banda. O fato é que todos esperam que os demais membros concordem com ele mas há muitos registros de casos de músicos que se pegaram de tapas nos bastidores.

Sua namorada me deseja

Aqueles movimentos pélvicos e olhares sedutores não são mera encenação de palco. O vocalista realmente acredita que pode seduzir qualquer garota. Mas isto pode se tornar um problema quando as namoradas dos outros músicos estão na primeira fileira.

Traduzido/adaptado de texto de Tim Branom, publicado no Alternative Nation.

Vi no Whiplash

21 de maio de 2015 at 14:59 Deixe um comentário

A MULHER MAIS BONITA DO BRASIL ERA HOMEM

“Não me sinto um monstro”, diz Roberta Close sobre críticas a sua aparência

Roberta Close foi criticada pela aparência que exibiu em uma foto recente

Roberta Close foi criticada pela aparência que exibiu em uma foto recente

Ícone da beleza nos anos 1980, a ex-modelo Roberta Close surpreendeu ao aparecer com o rosto diferente em fevereiro deste ano. Muito criticada na época, ela comentou a repercussão das fotos em entrevista ao programa “Gugu” desta quarta-feira (20) e disse que não se sente um monstro.

“Falaram que eu estava deformada, que eu era um monstro… Eu não me sinto um monstro”, afirmou a ex-modelo, que foi entrevistada pelo apresentador Gugu Liberato na cidade em Zurique, na Suíça, onde mora atualmente. Essa é a primeira entrevista dela em dez anos, de acordo com informações divulgadas pela Record.

Roberta revelou ao programa que na verdade não é transexual, mas hermafrodita. “Através de um exame dos genes, que é o que eu fiz, que é um exame de DNA, você consegue ver como funciona”, explicou.

A ex-modelo ainda contou que sofreu na infância por não ser aceita como mulher. “Através de um exame dos genes, que é o que eu fiz, que é um exame de DNA, você consegue ver como funciona”.

“Gugu” vai ao ar às 22h.

Vi no Celebridades UOL

21 de maio de 2015 at 8:00 Deixe um comentário

Os 10 países com mais estádios

avatar
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Quais os países possuem mais estádios esportivos no mundo? Confira o top 10 das nações que mais concentram estádios com capacidade acima de 20 mil lugares: 
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  1. Estados Unidos: 366 estádios
  2. China: 124
  3. Brasil: 95
  4. Japão: 89
  5. Índia: 86
  6. Austrália: 81
  7. Reino Unido: 81
  8. Alemanha: 69
  9. Coreia do Sul: 68
  10. Itália: 51

Vi no Lista 10

20 de maio de 2015 at 15:00 Deixe um comentário

Mad Max: Estrada da Fúria deixa a coisa feia para o resto do cinema de ação

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Mad Max: Estrada da Fúria me deixou fisicamente esgotado. Logo de cara: você precisa ver o filme de George Miller no cinema com a tela mais gigante e o som mais estrondoso. Segundo, você precisa ver o filme. Simples assim. Poucas vezes expectativa e realidade se encontram com harmonia tão brutal. A volta de Max Rockatansky para os cinemas três décadas depois de Além da Cúpula do Trovãofaz com que todos os filmes de ação pelo menos da última década pareçam um curta metragem amador de estudante de cinema. No jogo do cinemão atual, ninguém opera no mesmo nível de George Miller, o que é impressionante se considerar que ele não faz um filme live action há dezessete anos – este sendoBabe: O Porquinho Atrapalhado na Cidade. A verdade é que TODO diretor de cinema de ação (ou não) deve sair de uma sessão de Estrada da Fúria não só revendo seus conceitos, mas também preocupado em reaprender tudo que ele acha que sabe sobre cinema, narrativa e pura energia cinética.

Já é um assombro um diretor já em seus 70-e-poucos anos deixar a molecada no chinelo. Mas que ele ressurja com uma aventura tão complexa, tematicamente profunda e completamente original, respirando ousadia, transbordando ideias e querendo sempre ir além é para aplaudir de pé. Nada em Estrada da Fúria é uma repetição do que foi mostrado com o personagem em seus três filmes anteriores. O primeiro, de 1979, é um ensaio para a ópera de fúria e destruição que praticamente inventou o cinema pós-apocalíptico moderno em 1981. Estrada da Fúria consegue ir além, equiparando-se ao brilhante Mad Max 2: A Caçada Continua, que ainda é uma das experiências mais ousadas e criativas que o cinema já ofereceu, para ampliar seu escopo e sua ambição, desenvolvendo com mais precisão o mundo desolado habitado por Max e mostrando um vislumbre de como este mundo se reergueria social e espiritualmente.

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Impressionante, por sinal, ver como Tom Hardy assume o papel de Max no lugar de Mel Gibson, sem perder a linha desenhada nas aventuras de décadas atrás. Max, antes homem da lei e pai de família, perdeu tudo que tinha pouco antes de o mundo ir para o ralo. Neste deserto em que água e combustível são os maiores objetos de cobiça, ele buscava apenas sobreviver; salvar um grupo isolado em uma refinaria ou uma tribo de garotos perdidos era, ao mesmo tempo, conveniente e redentor, lembranças de sua humanidade. Estrada da Fúria adiciona fantasmas, alucinações de todos que Max não conseguiu salvar, fragilizando ainda mais sua mente. Hardy apresenta o anti-herói como um homem quebrado, capturado logo na sequência inicial do filme não por servir a um grande propósito, mas simplesmente para ser usado como bolsa de sangue à conveniência de seus captores. À medida em que a ação avança (e vou tentar ao máximo ficar longe do território de spoilers aqui), Max reencontra seu caminho, o sangue em seu olhar, e é fascinante ver Hardy representar essa jornada não com diálogos, mas com ação.

Os outros dois protagonistas da aventura ganham tanto peso quanto Max. A Imperatriz Furiosa é Charlize Theron no que deve ser o melhor filme de sua carreira. Ela não é uma mulher masculinizada, muito menos uma dama em perigo – e certamente não está preocupada em derramar olhares para Max. Ela é uma mulher com uma missão, capaz de ir a extremos para impedir que outras compartilhem o destino uma vez reservado a ela. Furiosa é mais do que uma guerreira casca-grossa: ela representa a esperança de um mundo melhor em meio ao caos da Terra no futuro, e é de partir o coração ver como essa fagulha aos poucos se extingue. George Miller, afinal, não é um cineasta com ideias “fáceis”, e de cara mostra que seu interesse em uma cavalgada ao Sol poente no final é nulo. Ele usa a personagem de Charlize como um farol que irremediavelmente vai apagar – a pergunta é, o que sobra a uma mulher quando lhe é retirada a ilusão de futuro?

ImmortanJoe

A grande surpresa, e talvez quem traga um arco mais completo, é Nux, um dos Garotos de Guerra que povoa o mundo de Max, interpretado por  Nicholas Hoult com uma mistura de ternuma e violência, devoção e iluminação. Os Garotos de Guerra são cria de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, que fez o Toecutter do primeiro Mad Max, aqui abraçando um “vilão” diferente), que se apresenta como uma figura divina, controlando um suprimento praticamente inesgotável de água, e tentando repovoar o mundo da única maneira que sua mente torta é capaz. Nux, como os outros Garotos de Guerra, acreditam no pós-vida, e trazem um nível de fanatismo que, no mundo moderno, vimos explodir as torres gêmeas de Nova York em 2001. Perceber que seu propósito não é ser propriedade de Immortan Joe – o que surge como o tema do filme, por sinal, no momento em que Furiosa parte em fuga com suas “noivas” – enriquece a performance delicada de Hoult e faz com que Nux ganhe dimensão.

Tantos personagens com arcos tão complexos já é raridade no cinema de ação. Mas quando Mad Max: Estrada da Fúria engata uma segunda, é como nada que tenha surgido no cinema moderno. A começar pela clareza e pela coreografia das perseguições automobilísticas em meio ao deserto. Não existe espaço para cortes rápidos ou overdose de retoques digitais: são pessoas de verdade guiando veículos de verdade em uma sinfonia de destruição sem paralelos. A trama pode até ser resumida em uma grande perseguição, mas seria desonesto: a ação surge unicamente para alavancar a narrativa, o que inclui bagunçar os sentidos da plateia, criando uma experiência única. Miller podia repetir os beats de seus Mad Max do passado, mas fica claro que a ideia aqui é ir além , é testar os limites não só do que é possível criar com a tecnologia atual, mas também até onde um estúdio está disposto a ir em um “filme de verão”. Por sinal, depois de ver Miller sem nenhuma amarra em tamanha escala, não tem como não pensar que seu Liga da Justiça, abortado há alguns anos, poderia ser um filme singular.

FURY ROAD

Sem falar que Mad Max: Estrada da Fúria é um filme lindo. A escolha por tons quentes e sujos deixa o filme com uma percepção de algo usado, aguerrido, ainda que cansado de lutar. O design dos veículos é outro capítulo, já que Miller criou um mundo em que um zumbi toca guitarra, no que só pode ser definido como uma parede de amplificadores sobre rodas, para dar uma trilha aos guerreiros de Immortan Joe – é como se o diretor mostrasse o dedo médio para todos os blockbusters modernos que trafegam, apesar de muitas vezes tratar de temas sombrios, em uma margem de segurança. Estrada da Fúria é o contrário: é perigoso e inesperado, pega pelo estômago e teima em soltar mesmo bem depois de as luzes acenderem. George Miller mostra o quanto gênios e visionários que merecem o título fazem falta para o cinemão pop. Seu novo Mad Max firma um novo padrão de som e fúria, que, honestamente, dificilmente será batido este ano (J.J., confio em ti!). Agora, difícil não imaginar, por um segundo que seja, um Max assim, combalido, cansado da luta e sendo interpretado por Mel Gibson…

Vi no Blog do Sadovski

20 de maio de 2015 at 8:00 Deixe um comentário

O futuro do passado da Turma da Mônica

RENAN MARTINS FRADE

Mauricio de Sousa Produções muda modelo de produção e, a partir de agora — MAIO DE 2015, passa a creditar os quadrinistas diretamente nas HQs publicadas nos gibis mensais

A Mauricio de Sousa Produções sempre foi bombardeada por, na enorme e esmagadora maioria dos casos, não creditar os quadrinistas que criam os gibis mensais do estúdio. Não que os nomes da equipe criativa fossem completamente ignorados – era só olhar o “Expediente”, aquela última página da revista, pra encontrar os nomes de todos os roteiristas, artistas, arte-finalistas e capistas. Todos. Sem distinção de quem fez o que, de quem efetivamente contribuiu pra aquela edição e de quem é o mérito de cada uma daquelas histórias, além do próprio Mauricio, cuja assinatura você bem conhece — e enxerga facilmente.

Mas isso acabou: a partir deste mês, os gibis infantis mensais da MSP (Turma da Mônica, Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e Chico Bento, além de Neymar JR, Monica and friends e Mónica y sus amigos) voltaram ao número 1 e estão saindo com créditos para as equipes que criaram as histórias logo no começo delas, como é comum em outras editoras.

Vale ressaltar que, ao menos nesses números 1, nem todas histórias de cada revista estão saindo com créditos. Muitas possuem, mas algumas foram deixadas de lado, principalmente as curtas. De qualquer forma, é um processo que começou antes disso tudo, com uma mudança interna na própria MSP.

Antes, os roteiros (que não são em texto, mas sim em esboços que já dão uma ideia do layout final da página) iam para os artistas – sim, mais de um, principalmente nas histórias mais longas. Você provavelmente nunca reparou a mudança de um quadrinista pro outro simplesmente porque o traço é sempre o mesmo, muito por conta desse processo. Depois, as páginas iam para os arte-finalistas, também no plural. Um artista e um arte-finalista por história? Só mesmo se fosse curta.

Turma da Mônica (Foto: Thiago Borbolla / JUDAO.com.br)

“O sistema de produção, antes, era efetivamente um trabalho de equipe, com muitas vezes, dezenas de profissionais envolvidos numa história curta”, afirma um porta-voz da MSP em nota ao JUDÃO, justificando o motivo de apenas termos os créditos gerais, em letras mínimas, na última página do gibi, e não na história em si. A grande mudança que veio agora é que o estúdio passou a se adequar ao modo de produção que é normalmente usado, por exemplo, pelas grandes editoras dos EUA: a mesma equipe criativa vai produzir toda a história. “O estúdio passa por um novo momento, tanto em termos criativos, quanto no sistema de produção”, explica. “Mas vale lembrar que, mesmo anteriormente, algumas histórias saíram creditadas, justamente quando tiveram esse caráter mais autoral”.

Antes mesmo de zerarem a numeração, a mudança interna já era ligeiramente perceptível: algumas histórias recentes da Turma do Penadinho e do Bidu já tinham um estilo perceptivelmente diferente do que estamos acostumados. É, de certa forma, reflexo desse novo movimento e de como ser DONO de uma história pode tornar possível arriscar mais e criar mais.

Em relação ao retorno ao número 1, a editora afirma que tem como intuito “proporcionar a uma nova geração de leitores a oportunidade de iniciar sua coleção”. Porém, vamos combinar: qual criança se liga se tem o número 1 ou o 888? Talvez eu, que nasci velho, e olhe lá. Não é uma preocupação do público alvo da Turma da Mônica, MAS é uma preocupação dos colecionadores (e pais colecionadores): quem deles nunca sonhou ter a coleção de Cebolinha começando do primeiro número?

Turma #01

A jogada da MSP foi pra, além de marcar as mudanças, (re)atrair esse pessoal mais velho. Não há nada mal nisso e lembra, inclusive, uma sacada da Ebal. A velha editora tinha costume de voltar ao número 1 após cerca de 100 edições, justamente pra alavancar as vendas e fomentar novos colecionadores, já que o pessoal poderia ter a chance de ter tudo desde o começo. Foi uma regra aplicada, só pra citar alguns exemplos, em revistas como Aí, Mocinho (!), Batman, Cinemin e Superman. E sim, a numeração era zerada mais de forma arbitraria do que relacionada a uma mudança no conteúdo.

ATUALIZADO! No caso da MSP, as numerações dos gibis só foram zeradas anteriormente quando houve troca de editora (no caso, da Abril para a Globo e, agora, na Panini) e parece que vão seguir essa ideia da Ebal, mesmo. Como nos alertou o leitor Gabriel Escudero, no twitter, na edição #100 de Turma da Mônica, ninguém menos que o CEBOLINHA avisou que “agola, toda vez que a levista chegar ao númelo 100, a numelação volta ao um!”.

No final, são ações que podem parecer pequenas, mas que estimulam o mercado colecionador, dão liberdade criativa pra quem tá envolvido e, principalmente, dão espaço mais destacado pros caras que realmente fazem a MSP ser a maior produtora de quadrinhos no Brasil. Demorou, MUITO, mas finalmente todo mundo vai poder ganhar com isso.

Principalmente o Mauricio de Sousa…

Vi no Judão

19 de maio de 2015 at 15:00 Deixe um comentário

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