Posts tagged ‘Família’

O FAROL # 107

Edição de Maio

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5 de maio de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Adolescência

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A vida é assim mesmo, num minuto nos transforma de meros coadjuvantes a ilustres conhecidos.
Foi o que aconteceu comigo e com certeza acaba ocorrendo com quase todas as pessoas na adolescência.
Não que eu era uma pessoa introvertida, longe disso, sempre gostei de “aparecer”, seja no time do interclasse, nas apresentações das datas comemorativas ou mesmo liderando um bloco de carnaval.
Porém quando o assunto era namoro, a coisa demorou um pouco pra engrenar.
Por ter nascido em março, na maioria das turmas dos anos letivos eu era sempre um dos mais velhos da sala.
Como tinha espelho em casa, desde cedo percebi que minha aparência mais ajudava do que incomodava. Principalmente depois que deixei o cabelo crescer.
E por falar em cabelo comprido, a história de Sansão e Dalila tem algum fundo de verdade, pois quantos garotos tímidos se tornavam extrovertidos após o crescimento de suas madeixas.
Amigos que pouco ou nada falavam, tornavam-se o centro das atenções logo que seus cabelos começavam a atingir a altura do ombro.
Não posso garantir com cem por cento de precisão, mas o fato de ser roqueiro também dava uma mão.
As roupas pretas, camisas de banda, os tênis de cano longo, nos davam um ar diferenciado.
Qual garota não reparava naquele sujeito “rebelde”.
Lógico que de rebelde eu não tinha nada, na verdade sempre fui muito bom filho, tirava boas notas, estudava dois períodos, sempre respeitava os horários.
Fui motivo de chacota durante um tempo em consequência desse bendito horário. Quantas vezes fui surpreendido pelo relógio da Matriz a badalar dez vezes às vinte duas horas, que era o horário combinado com meus pais para estar em casa. Vira e mexe lá ia eu correndo feito um doido, como uma Cinderela, pra chegar em casa a tempo e não levar uma bronca.
Porém graças a esses esforços consegui conquistar a confiança dos velhos.
Feito meus quatorze anos, que era a idade pra frequentar os bailes, nunca mais foi me cobrado horário para chegar em casa. Mais sorte teve meus irmãos, afinal se o mais velho pode chegar tarde porque eles não podiam?
Entretanto o que venho contar aqui hoje foi um episódio ímpar da minha juventude. Episódio esse que me fez reavaliar meus valores.
Tudo ocorria bem no curso técnico de Processamento de Dados, que eu fazia no Instituto Americano de Lins (IAL) além de fazer o que eu gostava, contava com uma ótima turma, que mesclavam pessoas de uma diversidade cultural e socioeconômica.
Filhinhos de papai que viviam o fino da vida e trabalhadores que ralavam o dia inteiro e se esforçavam a noite para conseguir um diploma muito cobiçado na época.
Confesso que nunca fui filhinho de papai, porém a vida não me era tão pesada assim.
Dentre os amigos que fiz durante o curso, uma garota se tornou especial e começamos a namorar.
Pessoa maravilhosa, inteligentíssima, carinhosa e principalmente amiga. Mesmo com toda a dificuldade em conseguirmos tempo para ficarmos juntos, afinal eu só conseguia vê-la durante as aulas, o namoro ia bem.
Contudo eu acabei traindo-a com uma antiga namorada daqui da cidade.
E durante uma aula de biologia, sem entender o porquê da pergunta que a professora me fez, se eu sabia o que era bigamia, foi que percebi que alguém tinha revelado esse meu deslize.
Infelizmente ela nunca mais me aceitou como um namorado, continuamos amigos e até hoje ainda mantemos contato nas redes sócias.
Porém naquele dia eu aprendi que nenhuma mentira se mantém por muito tempo oculta e principalmente que devemos respeitar as pessoas que queremos bem e principalmente quando assumimos um compromisso.
Nem preciso comentar com que cara eu fiquei durante aquela aula de biologia…
***
Dica: Ouça o disco “Acoustica” dos Scorpions, se possível assiste ao DVD. Música que agradará todas as tribos.

            Inibmort

22 de abril de 2017 at 18:38 Deixe um comentário

6 sinais de comportamento suicida

Nos últimos 10 anos aumentou o número de adolescentes e jovens que se matam no Brasil. Veja os principais sinais de alerta

A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social. Para ajudar a combater essa epidemia silenciosa, veja essa lista de seis alertas sobre o comportamento suicida.

1 – Frases de alarme

Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. “Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda”, afirma Mônica Kother Macedo, psicanalista especializada em suicídio e professora da PUCRS. Adriana Rizzo, engenheira agrônoma voluntária da ONG Centro de Valorização da Vida (CVV) há 16 anos, já atendeu milhares de ligações de pessoas que pensavam em suicídio. Algumas das frases mais comuns ouvidas por ela foram “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”. Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção.

2 – Mudanças inesperadas

Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do pacote. Mas algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava muito importante. “Alguém tinha um hobby e abandona tudo, era super vaidoso e fica desinteressado. A mudança de comportamento é o momento em que a gente se aproxima da pessoa para saber o que está acontecendo, porque quem sabe dividindo ela vai entender que é só uma fase”, diz Macedo.

3 – Depressão e drogas

As estatísticas alertam: para cada suicídio, há entre 10 e 20 tentativas, ou seja, quem tentou suicídio está muito mais vulnerável. “Uma tentativa de suicídio é o maior preditor de nova tentativa e de suicídio”, diz o psiquiatra Humberto Correa da Silva Filho, vice-presidente da Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio.

Segundo alerta: quase 100% das pessoas que se suicidaram enfrentavam algum problema mental – a maioria depressão. Quem está sofrendo depressão ou outro transtorno devem receber maior atenção . E, se a pessoa consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada.  “O maior coeficiente de suicídio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas, mais da metade dos casos de suicídio. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior numero de mortes no mundo inteiro”, afirma o psiquiatra Jair Segal.

4 – Pode não ser só aborrescência

As taxas de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos, como explica nosso dossiê da edição de outubro. Mas, muitas vezes o comportamento errático atribuído como típico do adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. “Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma forma clara”, explica Segal.

5 – Preto no branco

Somente 15% dos gravemente deprimidos vão se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por isso, é preciso ficar atento quando a pessoa demonstra zero interesse na vida ou nos outros. “Para o deprimido, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ele tem baixa autoestima, desinteresse por todos e fica muito voltado para ele mesmo”, explica o psiquiatra Aloysio Augusto d’Abreu. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos para continuar viva. É um alerta de urgência.

6 – Bom demais para ser verdade

Um caso que marcou o psiquiatra d’Abreu foi o de um paciente muito deprimido que simulou uma melhora para passar o final de semana em casa e, lá, usar uma espingarda para se matar. A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.

O que você pode fazer?

Segundo o psiquiatra da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, o ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. “Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação”, diz. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa – como arma, remédios e substâncias tóxicas – para evitar o uso delas em um impulso.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com

Vi no Pensamento Líquido

17 de abril de 2017 at 10:00 Deixe um comentário

Ermitão

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De repente ele resolveu jogar tudo pro ar, saiu do Facebook, apagou os grupos do Wattsapp, não assistia mais jornal, muito menos os lia.
Cansou de tanto sofrimento alheio, tanta dor.
Queria ficar longe dos chororos que os “amigos” postavam nas redes sociais, cansou das mesmas mensagens compartilhadas nos diferentes grupos.
Não lhe interessava se ia ou não ter festa, baile ou qualquer evento, mesmo que as crianças estavam passando necessidade.
A partir daquele momento pouco importava se a reforma da previdência ia fazê-lo trabalhar até a morte.
Que diferença fazia se o vice do presidente que sofreu impeachment estava interessado em destruir a nação.
E pior ainda, ouvir os insultos das mesmas pessoas que o colocaram no poder.
Acreditava que ninguém é totalmente mau e por outro lado estava muito difícil de encontrar Santos nos dias atuais.
Porém aquela enxurrada de maus agouros acabava com sua paz.
Infelizmente ainda não podia se isolar, pegar sua trouxa de roupa e se alocar num rancho qualquer bem longe da população.
Tinha uma família, fazia parte daquela sociedade, entretanto começou a estabelecer algumas regras para facilitar o convívio com aqueles que lhes eram caros.
No primeiro desvio que uma conversa sua com outra pessoa dava pro baixo astral, ele logo invocava os três crivos de Sócrates.
Quando começavam a lhe indagar:
– Ah! Você viu o que fulano fez?
Automaticamente ele lançava uma nova questão:
– Por favor, antes de me dizer o que ele fez, confirme se tem certeza que essa história é verdadeira? É sobre bondade ou se tem alguma utilidade?
Lógico que com isso ele foi perdendo amigos, porém foi ganhando cada dia mais tranquilidade.
Pouco se interessava se o dólar estava alto ou se a bolsa tinha caído.
Muito se enganavam aqueles que pensavam que o nosso amigo não se importava com o futuro, muito pelo contrário, sem que ninguém precisasse saber ele fazia uma infinidade de serviços beneficentes.
Desde visitar os velhinhos nas casas de repouso, até auxilio financeiro às famílias carentes.
A transformação não veio da noite para o dia, de acordo com o que ele ia vivenciando e deixando de observar ele ia crescendo moralmente.
Aqueles amigos que o privaram da sua companhia nunca mais retornaram, todavia ia se formando a sua volta uma gama de novas almas, pessoas que iam aprendendo com aquele homem, muitos tentaram seguir-lhe os exemplos, poucos conseguiram.
Afinal, arraigados na matéria o bicho homem tem dificuldades em se isolar do que lhe chama a atenção, daquilo que lhe atiça a curiosidade.
Quantos já tentaram deixar o vício, mesmo que seja o da língua e não conseguiram.
Só o tempo pode curar os estragos que uma acusação jogada ao vento pode causar.
Entretanto quando estamos dispostos a uma mudança drástica em nossas atitudes, com o intuito de evoluir, o primeiro passo é nos afastarmos daquilo que está nos fazendo mal e consequentemente adquirir experiência para moldar nossos novos passos e começarmos a caminhar numa direção que não terá mais volta: na direção da Luz.

***
Dica: Seguir os ensinamentos de Santo Agostinho, que analisava seus dias sempre antes de dormir.

                    Inibmort

15 de abril de 2017 at 15:00 Deixe um comentário

Mario Sergio Cortella • O Veneno CARPE DIEM

O que vocês estão fazendo aqui?

.

4 de abril de 2017 at 15:00 Deixe um comentário

Filhos

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Vendo-os sadios, correndo, brincando, expressando aquele belíssimo sorriso que só as crianças possuem, confesso que me sinto realizado.
Os esforços que desempenhamos constantemente para passar uma imagem em que eles possam se espelhar compensa os dias difíceis que temos que ocultar ao chegar em casa.
Lógico que ninguém é de ferro, nem sempre conseguimos disfarçar as dores do mundo e infelizmente acabamos contaminando o nosso lar.
Nesses momentos aquele contar até dez pode funcionar, outras vezes os olhos límpidos dos pequenos tornam-se bálsamos reconfortadores.
Convencê-los que não existe nada debaixo da cama, nem monstros no armário, remete-nos a nossa própria infância.
O pranto que surge do nada e do nada desaparece, as birras para conseguirem a todo custo o que desejam, as manhas, beiços, tudo isso faz parte do pacote. Tenho certeza que um dia vamos sentir falta.
Acompanhar as primeiras sílabas e os passos iniciais, principalmente hoje que estamos dotados com câmeras e celulares a todo momento, tornam-se momentos marcantes na vida de todo pai.
Vê-los evoluindo diariamente, com seus carrinhos, super-heróis, trens e aviões, o domínio dos jogos eletrônicos, seja nos smartphones, tablets ou vídeo games.
O linguajar se alterando, transformando-se de um balbuciar em palavras e logo frases inteiras.
Ser pai é se encantar todos os dias com cada novidade, as primeiras letras, o primeiro gol, o primeiro amor.
Se impressionar com sua força no Judô, emocionar-se com a apresentação de teclado ou apenas levá-los a um passeio no shopping.
Não há filho ou filha que não prefira a mãe do que ao pai, é natural, afinal foi nela que eles passaram nove meses, que se amamentaram, que receberam sempre um carinho especial. A maioria dos pais são mais sisudos, durões, diria até justos, a mãe sempre tem o coração mais mole.
Nem por isso nos sentimos inferiores, ser pai é entender essas situações e nos adaptar a elas, principalmente por que também amamos aquela mulher.
Não é necessário mendigarmos amor, carinho, atenção, deixe-os livres e quando menos se espera lá vêm eles, com as mãos sujas de barro, a boca borrada de chocolate, nos abraçar, beijar, demonstrar a sua gratidão por estarmos com eles.
Temos sim que ir aos poucos preparando o terreno, ensinando-lhes o que é certo e afastando-os do errado, para que não virem párias da sociedade, para que se transformem em homens de bem.
Nada mais reconfortante quando um pai ouve do seu filho digno frases como: “meu pai foi meu exemplo”, “aprendi com meu pai”, “meu pai me criou assim”.
Num país em que estamos acompanhando nos últimos tempos homens que eram para serem exemplos de seus filhos, chafurdados na lama podre da corrupção, da violência, do mau-caratismo, fica a responsabilidade pra todos que almejam um mundo melhor, preparar nossos rebentos para comandar esse país num futuro próximo com muita honra, dignidade, justiça, igualdade… com muita honestidade!

Inibmort

1 de abril de 2017 at 16:13 Deixe um comentário

O FAROL # 106

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24 de março de 2017 at 15:00 Deixe um comentário

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